Em recente reunião de cúpula em Assunção, no Paraguai, o Mercosul obteve consenso sobre a aceleração da abertura de seu mercado, altamente protegido. Não há alternativa num contexto de comércio global fragmentado e suscetível a decisões unilaterais dos EUA.
Há parceiros à espera de resposta, como o Reino Unido, desde o início da vigência do acordo de livre comércio do Mercosul com a União Europeia, em maio. No final de junho, as conversas com o Japão em torno de um Acordo de Associação Econômica foram formalizadas. A China aguarda há anos, e o governo brasileiro resgatou da lista de espera um acerto com Pequim.
O escopo dessa negociação está longe da liberalização total de lado a lado, mas abre uma porta para tal arranjo no futuro.
Seja pela divisão ideológica dos sócios do Mercosul, seja pela resistência do setor industrial das quatro economias, não será fácil obter a anuência do bloco a uma negociação com a China.
O encontro de líderes gerou resultados. Os acordos com Singapura, maior hub logístico da Ásia, e com a Associação Europeia de Livre Comércio entram em vigor neste semestre. A redução a zero das tarifas com o Egito deve ter início em setembro. Há, porém, uma agenda a ser resgatada.







