A vitória da Inglaterra sobre o México definiu o Brasil com sua pior classificação em Copas desde o fiasco de 1966. Terminará no máximo em décimo lugar, abaixo da nona posição de 1990, só um posto acima do 11º do Mundial inglês, 60 anos atrás.
Impressionante isso acontecer na primeira vez em que a seleção disputa a Copa com um técnico estrangeiro, pedido explícito de grande parte dos analistas do país.
O culpado é sempre o técnico. Mas não é o único. Também não é justo culpar só o ciclo incompleto e tumultuado, com dois presidentes da CBF, quatro técnicos, dez goleiros, 22 laterais, 16 zagueiros, 21 meio-campistas, 26 atacantes, 95 convocados no total.
A Inglaterra começou o ciclo com a sequência do trabalho de oito anos de Gareth Southgate, teve o interino Lee Carsley por seis jogos e Thomas Tuchel desde março de 2025. São só três meses a mais que Ancelotti, mas a sequência organizada pela federação se explica pela base de 49 atletas em quatro anos.
Ter o mesmo técnico e equipe entre uma Copa e outra não é certeza de que dará certo. É como estudar para o exame e aumentar as chances de ser aprovado. O Brasil não estuda faz tempo e quer passar numa prova que era de aritmética há três décadas e se transformou em trigonometria no futebol globalizado.Ancelotti não trabalhou bem, todos de acordo. Errou ao aceitar a pressão por Neymar, ao convocar 15 jogadores com experiência em perder Copas, o recorde de repetidos em Mundiais, substituiu errado ante a Noruega. Por outro lado, não convém cair na tentação de julgar que o técnico é toda a razão do fracasso.













