Quem venceu a guerra entre Michelle Bolsonaro e os filhos de Jair? Por que ela se rebelou contra a campanha de Flávio Bolsonaro? Registrei algumas das narrativas —em que ela é vilã, vítima ou liderança vencedora.
Evangélicas mais à esquerda entendem que Michelle colhe o que plantou. Diante de tantos ataques, estaria sentindo na pele o que significa ser recatada e do lar. O tratamento seria educativo para quem desfruta das conquistas do feminismo enquanto defende a submissão da mulher no casamento.
Uma visão mais popular do que essa também a trata como vilã, mas por outro motivo. Michelle seria a mulher sem juízo que lava roupa suja em público e age por ser temperamental ou inapta. A atitude estaria condenando o Brasil a mais quatro anos de PT.
Outra posição, também popular, a vê como vítima. Segundo essa narrativa, analistas estariam atribuindo significados ocultos ao que é apenas uma briga familiar. Os filhos de Jair atacaram a madrasta, que revidou.
Michelle aparece como alguém de personalidade difícil, mas ainda exausta pelo que viveu desde a facada —pandemia, julgamento do marido, internações, batalha para transferi-lo para casa, responsabilidade pela filha adolescente.









