Num país em que as evangélicas somam mais de 26 milhões de pessoas, segundo o IBGE, nenhuma campanha majoritária pode ignorá-las. Mesmo antes do início oficial da corrida eleitoral, políticos e políticas disputam o protagonismo na conversa com essa fatia decisiva do eleitorado brasileiro.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF), vista como um ativo do bolsonarismo na busca pelo voto feminino e evangélico, fez um aceno direto a essas eleitoras na semana passada. No vídeo em que critica o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ela falou às mulheres, unindo religião e ideologia conservadora.
A reação dentro do mesmo campo político expôs tensões: o influenciador Paulo Figueiredo afirmou que mulheres "votam muito mal", levando Flávio Bolsonaro a repudiar a fala do aliado dias depois.
No Café da Manhã desta sexta-feira (3), a jornalista, pastora e diretora do Novas Narrativas Evangélicas Luciana Petersen conta o que as mulheres representam hoje para as igrejas evangélicas e quais pautas aproximam ou afastam esse grupo diverso. E a repórter da Folha Anna Virginia Balloussier explica como as evangélicas estão sendo disputadas na eleição e como os discursos políticos são calibrados para alcançá-las.















