Protótipo usa tecnologia de drones e visão computacional para acompanhar o usuário durante a caminhada 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O engenheiro canadense John Tse demonstra o guarda-chuva autônomo desenvolvido por ele, que voa sozinho e acompanha o usuário durante a caminhada — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 06/07/2026 - 07:05 Engenheiro cria guarda-chuva autônomo com tecnologia de drones e viraliza O engenheiro canadense John Tse desenvolveu um guarda-chuva autônomo que utiliza tecnologia de drones e visão computacional para seguir o usuário enquanto caminha, tornando-se viral nas redes sociais. Equipado com hélices e uma câmera de profundidade, o dispositivo ajusta automaticamente sua posição acima da cabeça do usuário. Apesar das limitações, como a curta vida útil da bateria e vulnerabilidade a ventos, Tse destaca o projeto como um experimento, sem planos de comercialização. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Um guarda-chuva que voa sozinho e acompanha o usuário por onde ele anda transformou um experimento de engenharia em um fenômeno nas redes sociais. O responsável pela invenção é o engenheiro canadense John Tse, que apresentou um protótipo capaz de seguir automaticamente uma pessoa, mantendo-se suspenso acima de sua cabeça enquanto ela caminha. O dispositivo lembra um guarda-chuva convencional, mas esconde um sistema semelhante ao de um drone. Sob a cobertura, quatro hélices garantem a sustentação do equipamento, enquanto uma câmera de profundidade e um computador embarcado monitoram, em tempo real, a posição do usuário para ajustar continuamente a trajetória de voo Segundo Tse, a ideia surgiu após anos de testes com diferentes tecnologias de rastreamento. As primeiras versões dependiam de um controle remoto para acompanhar a pessoa, o que limitava a experiência. Em busca de um funcionamento totalmente autônomo, o engenheiro experimentou câmeras convencionais, sensores LiDAR e outras soluções até optar por uma câmera do tipo time-of-flight (ToF), que mede distâncias por meio da luz e permite identificar a posição da cabeça do usuário em três dimensões. Com essas informações, um computador de placa única — baseado em um Raspberry Pi — processa os dados e envia comandos ao controlador de voo, que corrige constantemente a posição do guarda-chuva para mantê-lo centralizado sobre a pessoa. Grande parte da estrutura foi produzida em impressão 3D com nylon reforçado por fibra de carbono, combinação que reduz o peso sem comprometer a resistência. O desenvolvimento, porém, não foi simples. Em vídeos publicados em seu canal no YouTube, Tse relata que enfrentou sucessivas falhas, incluindo peças quebradas, problemas eletrônicos, dificuldades para estabilizar o voo e diversos ajustes no software responsável pelo rastreamento. Apesar da repercussão, o próprio inventor reconhece que o projeto ainda tem limitações. A autonomia da bateria varia entre 10 e 15 minutos, ventos fortes afetam a estabilidade e chuvas acompanhadas de rajadas podem comprometer a eficiência da cobertura. Por questões de segurança, as hélices permanecem posicionadas acima da cabeça do usuário durante todo o funcionamento. Tse afirma que o equipamento foi desenvolvido como um projeto experimental e não há planos para colocá-lo à venda. O objetivo era demonstrar como tecnologias já existentes — como drones, sensores de profundidade e visão computacional — podem ser adaptadas para criar soluções inusitadas para situações cotidianas.