A Zona Franca de Manaus está ficando sem terrenos industriais para receber novas fábricas. O problema, que vinha sendo discutido nos bastidores, passou a ser tratado como prioridade pelo Conselho de Administração da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus). A preocupação é que a escassez de áreas possa atrapalhar o crescimento do polo industrial.
O gargalo físico ocorre depois de o Congresso Nacional garantir, na reforma tributária, a manutenção de vantagens fiscais à Zona Franca até 2073. Empresas que se instalam no local recebem incentivos, como redução ou isenção de impostos federais e estaduais. Em troca, precisam comprovar a instalação de unidade fabril em Manaus, gerar empregos e cumprir quantitativos mínimos de produção local definidos pelo governo.
Por trás do benefício está a ideia de que é preciso compensar as dificuldades logísticas da região e estimular o desenvolvimento econômico da Amazônia. Em julho, a Justiça do Distrito Federal extinguiu uma ação civil pública ajuizada pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), que tentava suspender os benefícios fiscais previstos na reforma tributária para a Zona Franca de Manaus.
Atualmente, cerca de 600 indústrias operam na região e empregam cerca de 131 mil trabalhadores diretamente. A expansão desses números, porém, passou a lidar com a falta de espaço regularizado.






