Cruzamentos, escanteios e disputas pelo alto são jogadas clássicas do futebol. Na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, 25 dos 215 gols foram marcados de cabeça, segundo balanço da FIFA. Fora do campo, porém, a medicina esportiva investiga se a repetição desses impactos, mesmo sem concussão, pode estar associada a alterações cerebrais.

Parte da produção científica se concentra em exames de imagem que observam especialmente a substância branca, formada por fibras que conectam diferentes áreas do cérebro, e a substância cinzenta, que concentra corpos de neurônios e participa do processamento de informações.

Alterações nessas regiões podem indicar mudanças na estrutura ou na comunicação cerebral, mas não significam, por si só, que o atleta terá sintomas ou desenvolverá uma doença neurológica.Uma revisão sistemática e meta-análise publicada online em maio na revista Neuroradiology analisou 13 estudos de ressonância magnética em jogadores de futebol.

O trabalho concluiu que o cabeceio está associado a mudanças moderadas a grandes em métricas usadas para avaliar a integridade da substância branca, embora achados metabólicos e estruturais sejam menores, menos consistentes e de significado clínico incerto.