A liberação antecipada de alunos e professores em dias de jogos do Brasil na Copa do Mundo reanimou um debate sobre o papel da escola.

De um lado, famílias argumentam não ter com quem deixar os filhos por causa do trabalho. De outro, as instituições de ensino defendem que há um excesso da transferência de responsabilidade a elas para os cuidados com as crianças.

Até essa etapa do Mundial, apenas dois jogos da seleção brasileira aconteceram em dias úteis, e as maiores redes públicas de ensino do país decidiram dispensar estudantes e professores das aulas.

Em São Paulo, por exemplo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o prefeito Ricardo Nunes (MDB) liberaram as escolas a não ter atividades presenciais no horário das partidas. No Rio de Janeiro, tanto na rede estadual quanto municipal, houve ponto facultativo.

Já prefeitos de cidades menores, como Tubarão, em Santa Catarina, e Nova Lima, em Minas Gerais, determinaram que as escolas deveriam funcionar normalmente durante os jogos, sob a justificativa de serem consideradas serviços essenciais. Em algumas escolas particulares, as atividades também foram mantidas.