Iniciativa teve a participação de órgãos e instituições públicas e do Sesc Mesa Brasil 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O atendimento no Centro de Atendimento Integrado às Pessoas em Situação de Rua (Cipop-Rua) foi realizado nesta sexta-feira no Restaurante Popular da Central do Brasil — Foto: Divulgação/Brunno Dantas/TJRJ RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 03/07/2026 - 19:45 TJRJ promove inclusão social para moradores de rua no Rio O Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) promoveu uma ação de inclusão social para moradores de rua no Restaurante Popular da Central do Brasil. Em parceria com várias instituições, o evento ofereceu perícias médicas e sociais do INSS, orientação jurídica e apoio para concessão de benefícios. Mais de 60 pessoas foram atendidas, destacando a importância de iniciativas que integram assistência e garantem direitos a essa população vulnerável. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) realizou, nesta sexta-feira, uma ação voltada à promoção da cidadania e da inclusão social da população em situação de rua e em alta vulnerabilidade. Em parceria com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a Advocacia-Geral da União (AGU), a Defensoria Pública da União (DPU), a Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Fundação Leão XIII e o Sesc Mesa Brasil, foi promovido, no Restaurante Popular da Central do Brasil, um mutirão inédito para a realização de perícias médicas e sociais do INSS, etapa essencial para a concessão de benefícios previdenciários e assistenciais. A iniciativa, desenvolvida como projeto-piloto, foi realizada pelo Centro de Atendimento Integrado às Pessoas em Situação de Rua (Cipop-Rua/RJ) do TJRJ. Mais de 60 pessoas foram atendidas, após serem encaminhadas em vans por abrigos municipais e pelo próprio Cipop-Rua/RJ. Os participantes receberam primeiro acolhimento e café da manhã. No restaurante popular, tiveram acesso à perícia médica realizada por peritos do INSS, avaliação social, orientação jurídica e atendimento da AGU e da DPU para casos que dependiam de recursos administrativos ou medidas judiciais. Para Omar Santos, coordenador da equipe do Cipop-Rua/RJ e servidor do TJRJ, a ação representa mais um avanço no trabalho integrado desenvolvido pelo centro desde sua inauguração. — É uma iniciativa do Cipop-Rua/RJ em parceria com o INSS e demais órgãos, instituições públicas e o Sesc, que permite às pessoas em situação de rua resolverem, em um único dia, as pendências relacionadas ao INSS. Muitas delas são invisíveis para a sociedade e encontram aqui uma última linha de defesa — diz Omar Santos, coordenador da equipe do Cipop-Rua/RJ. — Quem precisa da perícia médica e social faz tudo no mesmo dia. Se houver necessidade de recurso ou de medida judicial, a pessoa já é atendida pela Defensoria Pública da União e pela Advocacia-Geral da União. O objetivo é resolver as pendências e possibilitar que esses benefícios sejam efetivamente concedidos. Sessenta pessoas em situação de rua foram ao restaurante popular em busca de atendimento para regularização de benefícios e para saber o andamento de processos — Foto: Divulgação/Brunno Dantas/TJRJ Busca por solução Robson Jones Amador da Silva, de 52 anos, está em situação de rua desde a pandemia. Sobrevive realizando trabalhos informais, como carga e descarga de caminhões, limpeza e serviços eventuais. No mutirão, buscava dar andamento ao pedido de benefício em razão das limitações causadas por uma hérnia de disco e por sequelas de um acidente no tornozelo: — Vim resolver meu problema no INSS. Tenho hérnia de disco e um acidente no tornozelo, onde coloquei pino. Ainda sinto muitas dores e tenho dificuldade de movimentação. Acho que tenho direito ao benefício. Hoje vim verificar o andamento do processo e receber orientação sobre o recurso necessário. Janete Soares Lessa, de 62 anos, busca obter o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas). Após enfrentar um câncer no intestino, ela passou a utilizar uma bolsa de colostomia, condição que a impede de exercer as atividades informais das quais retirava seu sustento: — Estou dando entrada no Loas porque tive câncer no intestino e hoje uso bolsa de colostomia. Com ela, não consigo trabalhar como ambulante. Crio meu sobrinho-neto desde que ele nasceu e não tenho com quem deixá-lo. Vim resolver minha situação e precisei trazê-lo comigo. A realização das perícias médicas e sociais do INSS em ambiente externo representa uma inovação nas atividades desenvolvidas pelo Cipop-Rua/RJ. A expectativa é que a experiência sirva de modelo para novas ações integradas voltadas à garantia de direitos da população em situação de rua. — É importante proporcionar dignidade para quem está em situação de rua e que muitas vezes não tem acesso ao poder público. A gente já conseguiu resolver várias pendências que as pessoas tinham junto à Previdência e pretendemos manter um calendário permanente de ações aqui nesse espaço — diz a superintendente do INSS do Rio de Janeiro, Angélica Rosa de Souza.
Tribunal de Justiça do Rio faz ação de inclusão social para população de rua no Restaurante Popular da Central do Brasil
Iniciativa teve a participação de órgãos e instituições públicas e do Sesc Mesa Brasil






