O presidente Donald Trump voou para Medora, no estado americano Dakota do Norte, nesta semana para inaugurar a Biblioteca Presidencial Theodore Roosevelt. O evento foi notável por ser sua primeira viagem a bordo do novo Boeing 747 de US$ 400 milhões (R$ 2,2 bilhões) presenteado pelo emir do Qatar.
Trump embarcou no mesmo dia em que foi divulgado que ele havia ganhado mais de US$ 2,2 bilhões (R$ 11,4 bilhões) desde seu retorno à Casa Branca, um ganho sem precedentes na história presidencial dos EUA e que levantou questões ainda mais preocupantes sobre conflitos de interesse em seu governo.
O tamanho dos ganhos —em grande parte provenientes de empreendimentos com criptomoedas— está gerando comparações que teriam parecido absurdas há apenas um ano. Alguns cientistas políticos estão começando a ver paralelos entre o comportamento de Trump e o de líderes autoritários na África e na Ásia, notórios por seu autoenriquecimento no poder.
Nic Cheeseman, especialista em África na Universidade de Birmingham, disse que a forma de governar de Trump tem ecos do sistema "patrimonial" em partes da África, onde o governante trata o Estado como uma extensão de sua casa pessoal.
"Isso está tipicamente associado a borrar a linha entre cargo público e riqueza privada", disse ele. Para Cheeseman, os ganhos de US$ 1 bilhão de Trump com criptomoedas e o jato qatariano exemplificam isso.












