O presidente Donald Trump fez nesta quarta-feira (1º) seu primeiro voo a bordo do novo Air Force One, um Boeing 747-8 que o Qatar doou aos Estados Unidos no ano passado, levantando questionamentos éticos.
"Este será o primeiro voo do que considero talvez o maior avião comercial já construído", disse Trump a jornalistas antes de subir a escada da aeronave, pintada de vermelho, branco e azul. O destino era a Biblioteca Presidencial Theodore Roosevelt, em Dakota do Norte, que será inaugurada oficialmente no sábado (4).
A decisão de Trump de aceitar o jato de luxo, avaliado em cerca de US$ 200 milhões (R$ 1,04 bilhão) e oferecido pela família real do Qatar, despertou intenso escrutínio, com críticos e parlamentares manifestando preocupação de que um governo estrangeiro estivesse tentando comprar influência sobre o presidente.
O avião não é apenas um dos maiores presentes já feitos por um governo estrangeiro, mas, pelos termos do acordo, será doado à biblioteca presidencial de Trump quando ele deixar o cargo, segundo altos funcionários do governo. Isso poderá torná-lo disponível para uso pessoal do presidente após 2028.
Desde que aceitou o avião como presente, o governo dos EUA investiu centenas de milhões de dólares em sua reforma para torná-lo seguro o suficiente para transportar o presidente. Troy Meink, secretário da Força Aérea, disse ao Congresso no ano passado que o custo das adaptações ficaria "provavelmente abaixo de US$ 400 milhões [R$ 2,08 bilhões]".











