Ataque, no começo de maio, à embarcação deixou vários tripulantes feridos; grupo não pretende voltar a enviar navios para o Golfo, afirmou o diretor-presidente, Rodolphe Saadé Um navio porta-contêineres da CMA CGM atingido por um míssil no Estreito de Ormuz no início de maio sofreu danos tão graves que o grupo francês de transporte marítimo avalia enviá-lo para desmonte, afirmou seu diretor-presidente nesta sexta-feira (3). O ataque ao CMA CGM San Antonio deixou vários tripulantes feridos, que tiveram de ser evacuados. O navio é uma das dezenas de embarcações comerciais atingidas durante a guerra entre Irã e Israel. “Os danos foram tão severos que estamos avaliando se devemos enviá-lo para desmonte”, disse o presidente do conselho e diretor-presidente da CMA CGM, Rodolphe Saadé, durante uma conferência empresarial no sul da França. Após permanecer retido no estreito por várias semanas, o San Antonio foi escoltado para uma área segura, acrescentou Saadé, sem fornecer mais detalhes. Segundo ele, o grupo não pretende, por enquanto, voltar a enviar navios para o Golfo. O executivo acrescentou que, atualmente, é o lado iraniano que recomenda que isso não seja feito. Saadé, que controla a CMA CGM juntamente com outros membros da família, reiterou sua oposição à cobrança de taxas de trânsito para o uso do Estreito de Ormuz, uma das questões que continuam sem solução nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã. A CMA CGM, terceira maior empresa de transporte marítimo de contêineres do mundo, tinha 14 navios no Golfo quando começou a guerra entre Irã e Israel, conflito que praticamente interrompeu a navegação na hidrovia. Desde então, várias embarcações deixaram a região e, das que permanecem, a CMA CGM gostaria que outras quatro também saíssem, disse Saadé. Em entrevista à imprensa francesa nesta semana, o executivo indicou que parte dos navios da companhia na região foi destinada a operar dentro do Golfo. Navios ancorados no Estreito de Ormuz — Foto: Amirhosein Khorgooi/ISNA/Reuters via WANA