O presidente da Argentina, Javier Milei, busca reverter a histórica escassez de financiamentos imobiliários na Argentina em uma tentativa de mudar a situação do setor de construção civil, que está perdendo empregos.
É um grande desafio em um país onde a maioria dos compradores de imóveis leva malas de dinheiro vivo para fechar uma transação. As vendas de imóveis com financiamento dispararam no início do governo Milei, mas evaporaram quando o governo conteve uma corrida cambial no ano passado, em parte elevando as taxas de juros acima de 100%.O ministro da Economia, Luis Caputo, conversou com bancos e corretoras nas últimas semanas sobre a criação de um fundo imobiliário no qual seis ou sete instituições financeiras reuniriam capital que o governo poderia alavancar com organismos multilaterais em uma parceria público-privada. Alguns dos esforços são semelhantes aos fundos de investimento imobiliário, ou REITs, nos EUA, com o objetivo de diluir riscos e revitalizar o mercado habitacional.
O crédito hipotecário atualmente financia apenas cerca de 11% das compras de imóveis em Buenos Aires, abaixo do pico de 25% no ano passado e muito aquém dos 40% alcançados há cerca de oito anos, sob o governo Mauricio Macri. Alguns dos empréstimos para o setor em dólares que bancos privados e corretoras financiariam estão começando com taxas fixas de dois dígitos.












