Corte debate formato de escolha para o mandato-tampão após a saída de Castro 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente do STF, Edson Fachin, e o governador em exercício do Rio, Ricardo Couto — Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 03/07/2026 - 10:59 STF Retoma Julgamento sobre Eleições Suplementares no Rio em Agosto O presidente do STF, Edson Fachin, agendou para 26 de agosto a retomada do julgamento sobre eleições suplementares no Rio, após a cassação de Cláudio Castro. A Corte discute o formato para o mandato-tampão, com o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto, possivelmente mantendo o comando até janeiro. O julgamento, suspenso com 4 votos a 1 para eleições indiretas, aguarda decisão final, crucial para definir o processo eleitoral. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, marcou para o dia 26 de agosto a retomada do julgamento sobre as eleições suplementares no Rio, após a cassação do ex-governador Cláudio Castro por abuso de poder político e econômico. Com o agendamento, a leitura de uma ala da Corte é que não deve haver prazo hábil para uma eleição específica para mandato-tampão. Uma das principais discussões da sessão deve ser sobre quem ficará responsável pelo governo fluminense entre o final do julgamento e a posse do próximo mandatário, em janeiro. Atualmente, segue no comando do Executivo do Rio o presidente do Tribunal de Justiça do Estado, Ricardo Couto, e há uma tendência de manutenção desse cenário. De outro lado, o presidente da Assembleia Legislativa, Douglas Ruas (PL), reivindica o posto invocando a ordem de sucessão prevista em lei estadual. Como mostrou o GLOBO, havia uma expectativa de que o julgamento sobre as eleições suplementares no Rio ficasse para o segundo semestre, o que poderia favorecer uma das propostas levantadas pela ala que defende o pleito direto para o mandato-tampão: a de realização de uma eleição única, em outubro. A avaliação desse grupo é que, no caso de a tese vencedora ser a da eleição direta, não haveria logística possível para realizar um pleito em setembro e outro no mês seguinte. O julgamento foi suspenso com um placar de 4 a 1 pela realização de eleições indiretas. Os ministros Luiz Fux, André Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia votaram pela eleição a partir do voto dos deputados estaduais fluminenses. O relator, Cristiano Zanin, votou por eleições diretas, e os ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e o próprio Dino já indicaram que também irão votar neste sentido. Assim, a maior expectativa gira em torno dos votos dos ministros Dias Toffoli e do presidente Edson Fachin. Clima no STF Além de tratar do impasse no Rio, o julgamento sobre o caso Castro no TSE deve servir de termômetro para a dinâmica entre pelo menos uma ala do STF e o TSE em meio ao pleito deste ano. Quando a discussão sobre o caso teve início no Supremo, os ministros que integravam o tribunal eleitoral reclamaram que o caso Castro ainda estava em tramitação e defenderam que a deliberação do STF deveria respeitar a jurisdição do TSE. A então presidente do TSE, Carmen Lúcia, chegou a afirmar que "se tirou a competência da justiça eleitoral para continuar atuando". De outro lado, a ala do Supremo que defende as eleições diretas no Rio fez críticas à condução do caso no TSE, tanto em razão de o julgamento ter se estendido ao longo do tempo como ao fato de o Tribunal eleitoral não ter debatido a estratégia de Castro de renunciar na véspera de sua condenação.
Fachin marca julgamento sobre Rio para 26 de agosto, mas ala do STF não vê prazo viável para outra eleição
Corte debate formato de escolha para o mandato-tampão após a saída de Castro








