Ministro Flávio Dino espera conclusão de processo de cassação de Castro no TSE 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Flávio Dino pediu vista, mas prometeu devolver o processo assim que TSE publicar acórdão — Foto: Brenno Carvalho RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/06/2026 - 20:59 STF Decide Futuro das Eleições no RJ Após Recesso de Julho A decisão do STF sobre as eleições suplementares no Rio de Janeiro, após a condenação de Cláudio Castro, pode ocorrer apenas após o recesso de julho. A discussão, interrompida por Flávio Dino, depende do desfecho do caso Castro no TSE. O julgamento no TSE, que rejeitou recursos de Castro, servirá de termômetro para a relação entre STF e TSE nas eleições de 2026. A decisão do STF, atualmente empatada, pode influenciar a data e o formato das novas eleições. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A discussão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre as eleições suplementares no Rio de Janeiro, após a condenação do ex-governador Cláudio Castro por abuso de poder político e econômico, pode ser retomada somente em agosto, no início do período eleitoral. Além disso, deve servir como termômetro para a dinâmica de tensão entre a Corte e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições 2026. O ministro Flávio Dino, que suspendeu a discussão sobre o formato das eleições para o mandato-tampão no Rio, tem sinalizado que, para retomar o julgamento no STF, é necessário aguardar o fim de toda a tramitação do caso Castro no TSE. Esse processo, no entanto, ainda envolve alguns outros trâmites, mesmo após o julgamento dos recursos apresentados pelo ex-governador. Além disso, o prazo para que o ministro devolva a ação para julgamento se encerra no dia 9 de julho, no meio do recesso Judiciário, quando a Corte trabalha em regime de plantão, sem realizar julgamentos presenciais, e os prazos ficam suspensos. Assim, a data limite para a devolução da vista acaba estendida até o retorno dos trabalhos, no segundo semestre, o que pode favorecer a proposta de realização de uma eleição única, defendida por uma ala do STF. Acórdão O próximo marco para o caso Castro no TSE é a publicação do acórdão do julgamento do recurso em que os ministros mantiveram a condenação do ex-governador à inelegibilidade. Cabe ao ministro Villas Bôas Cueva redigir o documento. O gabinete do ministro informou ao GLOBO que o acórdão deve ser publicado ainda nesta semana. No caso da condenação de Castro, o acórdão foi publicado um mês após a decisão. Quando voltou a julgar o caso Castro, no último dia 2, o Tribunal eleitoral não só rejeitou o recurso do ex-mandatário, mas também o pedido do Ministério Público Eleitoral para que fosse reconhecida a cassação do diploma do ex-governador — o documento que oficializa a eleição do político para o cargo. Esse último ponto tem relação direta com o formato da eleição para o mandato-tampão no Rio, justamente o que começou a se discutir no STF. Recurso Tal julgamento, no entanto, não encerra oficialmente o caso no TSE. Isso porque, após a publicação do acórdão, deve ser aberto um novo prazo para a apresentação de recursos, agora com a possibilidade de levar a ação contra Castro, em si, ao Supremo. Esse tipo de recurso pode ser apresentado quando há alegação de violação à Constituição. No entanto, em tais casos, a primeira análise cabe ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. Ele deve verificar se o eventual recurso preenche os requisitos para ser enviado ao Supremo. O Ministério Público Eleitoral já havia indicado que, se o TSE não acolhesse o pedido para determinar a cassação de Castro, deveria questionar o caso no Supremo. O argumento da Procuradoria é o de que não invalidar o diploma de Castro, em razão de sua renúncia às vésperas do julgamento na Corte eleitoral, implica em um esvaziamento da proteção da Constituição à normalidade e legitimidade das eleições. Se o MPE seguir com o plano, terá três dias, a partir da publicação do acórdão, para apresentar o recurso. Depois, Kassio terá dois dias para admitir ou não o questionamento. Caso aceito, o recurso então seguiria para o STF, em tramitação própria. Clima Além de tratar do impasse no Rio de Janeiro, o julgamento sobre o caso Castro no TSE deve servir de termômetro para a dinâmica entre pelo menos uma ala do STF e o TSE em meio ao pleito deste ano. Quando a discussão sobre o caso teve início no Supremo, os ministros que integravam o tribunal eleitoral reclamaram que o caso Castro ainda estava em tramitação e defenderam que a deliberação do STF deveria respeitar a jurisdição do TSE. A então presidente do TSE, Carmen Lúcia, chegou a afirmar que "se tirou a competência da justiça eleitoral para continuar atuando". De outro lado, a ala do Supremo que defende as eleições diretas no Rio fez críticas, ainda que indiretas, à condução do caso no TSE, tanto em razão do julgamento ter se estendido ao longo do tempo como ao fato de a Tribunal eleitoral não ter debatido a estratégia de Castro de renunciar na véspera ne sua condenação. A continuação do julgamento, deste modo, deve reacender o atrito entre as Cortes, inclusive sobre inflexões sobre a nova gestão do TSE, capitaneada pelos ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça. Placar O julgamento foi suspenso com um placar de 4 a 1 pela realização de eleições indiretas. Os ministros Luiz Fux, André Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia votaram pela eleição a partir do voto dos deputados estaduais fluminenses. Apenas o relator, Cristiano Zanin, votou por eleições diretas, mas os ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e o próprio Dino já indicaram que também irão votar neste sentido. Assim, a maior expectativa gira em torno dos votos dos ministros Dias Toffoli e do presidente Edson Fachin. Toffoli, no entanto, já pode ter dado pistas sobre seu posicionamento no julgamento sobre os recursos contra a condenação de Castro. Recém-empossado na corte eleitoral, ele votou por negar o pedido do Ministério Público Eleitoral para que fosse determinada a cassação do diploma de Castro, em razão da suposta manobra de renunciar antes da condenação. Assim, o cenário do julgamento sobre o Rio impõe um desafio para Fachin, uma vez que o voto do presidente do STF levará ou a maioria pela eleição indireta ou a um empate — a 11º cadeira da Corte está vaga em razão da aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso e da rejeição, pelo Senado, da indicação o advogado-geral da União Jorge Messias. Alguns cenários são cogitados: o presidente do STF dar um voto de minerva pela primeira vez; o plenário decidir aguardar a chegada do próximo integrante da Corte; ou os ministros chegarem a um concerto sobre o caso em específico. Uma das propostas em tal sentido, favorecida pela tramitação do caso no STF, é a de realização de uma eleição única, em outubro. A ideia foi levada por Zanin ao plenário e foi endossada pelo colega Alexandre de Moraes.
Decisão do STF sobre eleições do Rio pode ficar para depois do recesso
Ministro Flávio Dino espera conclusão de processo de cassação de Castro no TSE







