Veja tudo o que se sabe sobre o caso a partir dos seguintes pontos: Como aconteceu o caso? Segundo testemunhas, Vitória Caroline Marangoni Schneider, de 29 anos, discutiu com moradores antes de entrar no carro e acelerar em direção ao imóvel. O idoso chegou a ser socorrido e levado para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos. O que mostram as imagens? Como foi a prisão? Após o atropelamento, Vitória deixou o local. Segundo a Polícia Militar, ela foi encontrada pouco tempo depois na casa de um amigo. De acordo com o boletim de ocorrência, o homem contou que ela pediu ajuda para fazer serviços de lanternagem e pintura no carro. Ela foi presa em flagrante e levada para a Central de Flagrantes. O que dizem os áudios? Cerca de 25 minutos após o atropelamento, Vitória enviou mensagens de áudio em um grupo de moradores. Nas gravações, ela afirma que já havia avisado que passaria com o carro pelo portão do condomínio e diz que os moradores conheciam seu comportamento. “Eu avisei, eu avisei 10 vezes que, se não parassem de me chamar de louca, de ficar me tratando de louca, eu ia passar pelo portão. Eu falei, eu falei mil vezes. Eu não sei por que vocês ficam duvidando de alguma coisa, porque vocês já me conhecem”, diz nos áudios. Áudios podem influenciar a investigação? Em entrevista à Rede Amazônica, o defensor público Fábio Roberto afirmou que o caso pode ser enquadrado como homicídio triplamente qualificado. Segundo ele, a investigada poderá responder pelas qualificadoras de motivo fútil, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e pelo fato de a vítima ser idosa. O defensor também avaliou que os áudios podem ser considerados indícios de premeditação, circunstância que poderá ser analisada durante a investigação e pela Justiça. Estudante já havia sido presa por embriaguez ao volante Depois da prisão, ela firmou um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), previsto para crimes sem violência. Como parte do acordo, pagou uma multa de cerca de R$ 1,5 mil. Após cumprir as condições estabelecidas, o processo foi arquivado. O Ministério Público informou que, inicialmente, ela também era investigada por lesão corporal e danos a veículos, mas esses pontos foram retirados após o ressarcimento das vítimas. Segundo o órgão, na época ela não tinha antecedentes. Testemunhas dizem que houve outras tentativas As provas foram anexadas ao inquérito e serão analisadas pela Polícia Civil. O que acontece agora? A Polícia Civil continua investigando o caso. Os vídeos, os áudios, os materiais entregues pela família e os demais elementos reunidos durante o inquérito serão analisados para definir o enquadramento dos crimes e subsidiar o andamento do processo. Vítima Odair Brustolin, de 68 anos, o momento da invasão da casa e atropelamento e Vitória Caroline Marangoni Schneider, de 29 anos. — Foto: Arquivo pessoal e print da tela Registro do momento em que mulher avança de carro contra portão — Foto: Print da tela Suspeita detida na Central de Flagrantes — Foto: Print da tela Odair Brustolin, de 68 anos, vítima de atropelamento dentro de casa. — Foto: Arquivo pessoal