PUBLICIDADE Paola Stefany Neto Cirino, autora do crime, teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Casal de idosos morto em apartamento em BH — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 06/07/2026 - 17:58 Polícia de MG investiga assassinato de idosos e prende suspeita A Polícia Civil de Minas Gerais realizou nova perícia no imóvel de um casal de idosos mortos a facadas em Itabira. Paola Stefany Neto Cirino, diarista e suspeita do crime, teve prisão preventiva decretada. As investigações buscam esclarecer se outras armas foram usadas além da faca. A perícia encontrou clonazepam no sangue das vítimas, mas não em Paola, que alegou uso da substância. Após o crime, Paola roubou joias e dinheiro, vendendo relógios avaliados em R$ 108 mil. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deverá fazer uma nova perícia no imóvel em que vivia o casal de idosos Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, em Itabira, na região central de Minas Gerais, que foram dopados e mortos a facadas no último dia 29. Segundo a rádio Itatiaia, o objetivo é procurar no apartamento do advogado e da empresária outra arma, além da faca, que possa ter sido usada pela diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, apontada como responsável do crime. “As investigações sobre o duplo latrocínio (roubo seguido de morte) ocorrido no bairro São Pedro, em Belo Horizonte, seguem em andamento. A principal suspeita encontra-se presa. Informações relacionadas aos elementos probatórios arrecadados, incluindo eventual localização, identificação ou características da arma utilizada, bem como hipóteses sobre a dinâmica do crime, serão divulgadas ao término da investigação”, diz a polícia em nota. Segundo a PCMG, as investigações seguem com o objetivo de “esclarecer completamente a motivação, a dinâmica e todas as circunstâncias do crime”, que está sendo investigado por meio do Departamento Estadual de Investigação de Crimes contra o Patrimônio. De acordo com a Polícia Civil de Belo Horizonte, Paola foi à residência dos idosos com a intenção de dopá-los e roubá-los. A perícia encontrou vestígios do calmante clonazepam no sangue do casal, mas não em Paola, que havia relatado ter tomado o remédio por ter sofrido um "surto psicótico". Segundo o delegado Gustavo Barletta, embora a diarista tenha afirmado ter ingerido o medicamento, exames não identificaram qualquer resquício da substância em seu organismo. Em audiência de custódia na última sexta-feira (3), a prisão em flagrante da suspeita, na madrugada de quinta-feira (2), foi convertida em prisão preventiva. Paola roubou jóias, dinheiro e outros bens do apartamento de luxo após matar as vítimas, e vendeu os relógios roubados, avaliados em R$ 108 mil. Segundo a PCMG, os relógios pertencentes aos idosos foram localizados e devolvidos pelo comprador na quinta-feira. “Até o momento, não há indícios de que ele (o comprador) tenha agido de má-fé”, diz nota a Polícia em nota. A defesa da diarista afirma que "as razões defensivas serão apresentadas no momento processual oportuno, com base nos elementos constantes dos autos e nas provas que vierem a ser produzidas, sempre com respeito às instituições e à atuação das autoridades competentes". Inicialmente, o boletim de ocorrência apontava que Cláudio havia sido atingido por 17 facadas, apenas no tórax. Na manhã desta quinta-feira (2), o delegado confirmou que a contagem inicial se referia apenas aos golpes no tórax, e que o idoso tinha marcas também no rosto, no pescoço, nas costas e na nuca. O idoso teria levado mais de 40 facadas. O investigador afirmou que Maria Clotilde também sofreu "diversos" golpes de faca, mas a quantidade exata não foi divulgada, pois os laudos periciais ainda precisam ser concluídos. *Estagiária sob supervisão de Cibelle Brito