PUBLICIDADE Letícia Vasconcelos era mãe de jovens de 16 e 11 anos; namorado dela foi preso por suspeita de feminicídio 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Letícia de Morais Vasconcelos Rodrigues foi morta com 100 facadas, suspeito está preso — Foto: Reprodução / Redes Sociais RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 30/06/2026 - 09:32 Estudante de Medicina é Morta com 100 Facadas; Namorado Preso por Feminicídio em MG Letícia Vasconcelos, estudante de Medicina, foi brutalmente assassinada com mais de 100 facadas em Barbacena, MG. O principal suspeito é seu namorado, Gustavo Dutra, preso sob acusação de feminicídio. Francisco Daniel Siqueira, ex-marido da vítima, relata a dor dos filhos e clama por justiça. A investigação segue, apurando detalhes do crime que chocou a comunidade. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A dor dos filhos de Letícia de Morais Vasconcelos Rodrigues é ainda maior por saberem, em detalhes, as circunstâncias brutais em que a estudante de Medicina foi morta, na última sexta-feira, em Barbacena (MG). O relato é de Francisco Daniel Siqueira, ex-marido da vítima, com quem ela se relacionou por 16 anos e teve dois filhos, hoje com 16 e 11 anos. O principal suspeito é o então namorado de Letícia, Gustavo Dutra, que foi preso e é investigado por feminicídio. Laudo da perícia realizado pela Polícia Civil de Minas Gerais apontou que a estudante foi assassinada dentro do próprio apartamento com mais de 100 golpes de faca. De acordo com os peritos, Letícia sofreu dezenas de perfurações e cortes concentrados principalmente no pescoço e nas costas. Ao jornal Estado de Minas, o ex-marido relatou o sofrimento dos filhos. — Quando você sabe que uma pessoa morreu, já é muito difícil. Mas, quando sabe que ela foi assassinada da forma como foi, é diferente. Os meninos estão sem chão. Eles veem tudo nas notícias, nas redes sociais, perguntam o que está acontecendo. É uma situação muito pesada para eles — disse Siqueira. O pai dos jovens afirmou ter conversado uma vez com Gustavo Dutra e não ter suspeitado "de nada". Segundo ele, o homem "parecia normal". Siqueira evitou fazer declarações categóricas sobre a autoria do crime, mas cobrou justiça. — O que eu peço é que esse caso não caia no esquecimento e que quem fez isso pague pelo que fez — destacou. — Nada vai trazer a Letícia de volta, mas eu quero que haja justiça. Pelo menos isso pode trazer algum conforto para a família e mais segurança para os nossos filhos. Na entrevista, Siqueira ainda disse ter percebido hematomas nos braços de Letícia e questionado a ex-mulher sobre eles. Ela não quis comentar. O ex-marido revelou ter descoberto apenas durante o velório que Letícia já havia sido vítima de agressões. — Só agora uma vizinha me contou que ela havia sido agredida e chegou a fazer uma medida protetiva. Depois ela retirou essa medida porque acreditava que ele mudaria — contou. Meses antes de morrer, em fevereiro, Letícia registrou um boletim de ocorrência em que relatava ameaças de Gustavo Dutra. Ela relatou que o homem, seu colega de turma na faculdade, tinha ciúme excessivo. A defesa do acusado afirma que não vai se manifestar neste momento. O corpo de Letícia foi encontrado pelo ex-marido, a quem uma amiga procurou para relatar o desaparecimento da estudante. Uma vizinha autorizou o acesso de Siqueira, que chegou à sacada de Letícia e a viu caída no chão da sala. As autoridades foram acionadas e constataram a morte. A faca que teria sido utilizada no crime foi recolhida no apartamento onde o corpo foi encontrado e passou por exames periciais. As circunstâncias e a motivação do homicídio continuam sendo investigadas pela Polícia Civil. Os investigadores apuram a dinâmica do crime, colhem depoimentos e aguardam a conclusão de outros laudos técnicos que podem auxiliar na reconstrução dos fatos. Até o momento, não se sabe o que teria motivado o assassinato. — A vítima foi atingida, inacreditavelmente, por mais de uma centena de golpes, que lhe causaram múltiplas lesões e vasto derramamento de sangue, denotando extrema violência e dolo intenso — afirma o Ministério Público em uma manifestação. Relembre o caso O caso é tratado como feminicídio, crime previsto no Código Penal quando o assassinato de uma mulher ocorre em contexto de violência doméstica ou por razões da condição de sexo feminino. O crime aconteceu no último sábado em um apartamento em Barbacena, onde Letícia morava. Familiares e pessoas próximas acionaram as autoridades após perderem contato com a estudante. Quando equipes da Polícia Militar chegaram ao imóvel, encontraram a vítima já sem vida. O namorado foi localizado pouco depois e preso como principal suspeito do assassinato. Desde então, a Polícia Civil conduz as investigações para esclarecer a sequência dos acontecimentos, reunir provas e ouvir testemunhas. A confirmação de que a estudante foi atingida por mais de 100 facadas veio com a conclusão do exame pericial.