Editor do Painel Econômico (atual Painel S.A.) em 1986, revelei que a Cobrasma (Companhia Brasileira de Material Ferroviário) publicara na Gazeta Mercantil, no último dia do ano, uma pequena nota, sem a logomarca, confirmando o que o mercado temia.
A coluna informou que a empresa alterara a estimativa de resultado para o exercício de 1986: de um lucro estimado de aproximadamente R$ 50,4 milhões para um prejuízo equivalente a cerca de R$ 66 milhões (valores atualizados).
A Cobrasma fez projeções com base "na expectativa" de correção de preços de seus produtos, criadas "por fontes autorizadas do governo, ora por meio de insinuações ora por meio de informações verbais oficiosas".
A economia trabalhava com preços congelados durante o Plano Cruzado.
Luís Eulálio de Bueno Vidigal Filho, então presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e dirigente da Cobrasma, manteve diálogo cordial com este colunista. (*)









