Destaque do Brasil com e sem a bola, meia foi alvo do técnico no Real Madrid há 4 anos, e flerte vira casamento perfeito com ajuda trabalho de análise individual para potencializar gestos técnicos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Carlo Ancelotti e Bruno Guimarães em treino da seleção na Copa do Mundo 2026 — Foto: Rafael Ribeiro / CBF RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/07/2026 - 21:12 Bruno Guimarães brilha na seleção com Ancelotti e se consolida como peça-chave Bruno Guimarães se destaca na seleção sob comando de Carlo Ancelotti, formando uma parceria que vem se mostrando perfeita. Ancelotti, admirador antigo do jogador, ajustou o sistema de jogo para potencializar as habilidades de Bruno, que brilha como o principal garçom da equipe. A adaptação tática e técnica do meia, inspirada em sua atuação no Newcastle, fortalece ainda mais seu papel no time brasileiro. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Dos destaques individuais da seleção de Carlo Ancelotti, nenhum é tão regular quanto Bruno Guimarães. O camisa 8 rapidamente se adaptou ao treinador e vem tendo boas atuações desde que ele assumiu o cargo, há pouco mais de um ano. Na verdade, Ancelotti também se adaptou a Bruno, reformulando o sistema de jogo para potencializá-lo. Se o casamento ainda é recente, o flerte já é de longa data. Admirador antigo do futebol do meio-campista, o italiano já havia tentado iniciar a relação antes, no Real Madrid. Já estava prevendo o "match'" perfeito entre os dois. A Copa do Mundo mostra como eles foram feitos uns para o outro. No esquema de Ancelotti, Bruno é o grande destaque com e sem bola. Ele aparece nas estatísticas da Fifa como o segundo brasileiro que mais promove pressão sobre os adversários e o que mais os faz perder efetivamente a posse. O meia é ainda o que mais se apresenta para receber a bola e líder em tentativas de quebrar as linhas defensivas dos rivais. Isso sem contar a qualidade de seus passes, que fazem dele o principal garçom da seleção na Copa, com quatro assistências. Para se ter uma ideia, Bruno é o primeiro desde Zico, em 1982, a alcançar o número. — Acelotti é um treinador de nível altíssimo e me deu muita confiança para jogar. Estou conseguindo desempenhar meu melhor futebol — disse o jogador ao comentar a parceria com o italiano. A mudança decisiva Além da confiança, o treinador deu mais segurança a Bruno, colocando-o em uma função tática mais próxima do que ele desempenha em seu clube, o Newcastle. O jogador e sua equipe de analistas constataram que na seleção o meia não conseguia chegar ao mesmo nível de maneira consistente. Com Ancelotti, Bruno passou a jogar em um tripé de meias. Na primeira fase de construção, está uma casa à frente de Casemiro, e faz o jogo andar, não inicia a jogada. Com o time no ataque, pode tanto se aproximar do camisa 5 para saída de bola, como infiltrar como se fosse um atacante. Assim saiu o gol da virada sobre o Japão. — Isso é muito parecido com o que ele faz no clube. Esse encaixe, acomodação, ajudou muito a performar de maneira consistente. A maior diferença é a maneira como defende, no clube um 4-5-1, 4-3-3 e na seleção um 4-4-2. Ele precisa cobrir mais espaço na seleção do que no clube, é uma diferença importante na fase defensiva, mas não é significativa. Ele tem dado conta.— explica Rafael Marques, da Performa Sports. Depois do ajuste tático, o refinamento técnico entrou em cena. Bruno passou a fazer adaptações em comportamentos em campo, como o perfilamento corporal, mapear as costas para não perder a bola, além de dar mais ênfase ao jogo orientado pela perna esquerda, que não era seu forte. — Bruno é um destro muito destro. Nos últimos anos tem desenvolvido isso e acho que ainda pode até desenvolver mais. O lance do gol parte de um domínio orientado com o pé esquerdo. O pé fica aberto na entrada da área. Talvez anos atrás se ele fizesse com o corpo fechado e com o pé direito, não tivesse tido a janela de passe para o Martinelli — completa o analista. A parceria com Ancelotti poderia ter começado em 2022. Foi quando, de acordo com a Reuters, o técnico pediu ao Real Madrid que o contratasse junto ao Lyon. A ideia era reforçar o meio-campo merengue, que tinha Modric e Toni Kroos já em reta final de ciclo. Mas os planos foram atravessados pelo dinheiro do Newcastle, que levou a melhor. Três anos depois, com Bruno valorizado e novamente disputado no mercado, o Real volta a ser um dos interessados nele. A indicação, mais uma vez, veio de Ancelotti, com boa relação com o presidente Florentino Pérez. Não é difícil imaginar como teria sido o primeiro trabalho dos dois caso a transferência tivesse se concretizado. Afinal, aquele Real Madrid, que viria a ser campeão da Champions na temporada 2023/24, tem sido a principal referência de Ancelotti em seu trabalho na seleção brasileira. Se, na frente, Rayan substituiu Rodrygo como dupla de Vini, no meio o italiano mais uma vez optou pela formação em losango. Bruno ocupa o lado direito, replicando Federico Valverde na mesma posição. — Ele tem boa capacidade de construção, mas também de infiltração. Então, essa analogia faz sentido. A mudança da maneira de jogar do clube para a seleção é um ponto muito delicado para o jogador. Ele mudar de posição e função, pode ser que encaixe, pode ser que não, e no caso do Bruno com o Ancelotti deu muito certo — complementa o analista. De todas as características, a que mais chama atenção do italiano é outra. — Bruno é um jogador muito importante, muito contínuo no jogo, sempre tem boa participação defensiva e ofensivamente. Tem um coração muito grande —, elogiou o criador, feliz com nova nova criatura.