O câncer de bexiga deve registrar cerca de 13 mil novos casos por ano no Brasil, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Considerado o nono tumor mais comum no mundo, ele se desenvolve nas células que revestem o interior da bexiga, órgão responsável por armazenar a urina.

Durante o Julho Roxo, campanha dedicada à conscientização sobre a doença, é chamada a atenção para a importância de reconhecer os fatores de risco e identificar precocemente os sinais de alerta, medida que pode ampliar significativamente as chances de cura.

Riscos da doença em homens e mulheres

Embora possa atingir homens e mulheres, a doença é mais frequente na população masculina. Isso se explica, principalmente, pela maior exposição histórica ao tabagismo e a substâncias químicas presentes em determinados ambientes de trabalho, além da influência de fatores hormonais e genéticos. Outro fator é que homens com aumento da próstata podem permanecer mais tempo com urina retida na bexiga, prolongando o contato do revestimento do órgão com substâncias cancerígenas presentes na urina.

Entre as mulheres, por outro lado, o diagnóstico costuma ocorrer mais tardiamente, já que a presença de sangue na urina muitas vezes é confundida com infecção urinária. “O câncer de bexiga apresenta fatores de risco bem estabelecidos e sintomas que não devem ser ignorados. Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as possibilidades de tratamento, preservação da bexiga e manutenção da qualidade de vida”, afirma o oncologista Dr. Matheus Maciel Baptista, especialista em tumores gastrointestinais, geniturinários e sistema nervoso central da Croma Oncologia.