As infecções causadas por vírus, bactérias e parasitas respondem por cerca de 13% de todos os cânceres 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Teste de sangue consegue para monitorar infecções — Foto: FreePik RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 06/07/2026 - 20:23 ISTs causam 13% dos cânceres; prevenção e educação são vitais Infecções sexualmente transmissíveis, como HPV, hepatites B e C, e HIV, são responsáveis por 13% dos casos de câncer, segundo a Associação Americana para Pesquisa do Câncer. A prevenção, através de vacinação, uso de preservativos e informação, pode reduzir significativamente esses casos. Destaque para a baixa adesão à vacina contra o HPV e a importância da testagem e tratamento do HIV. A educação em saúde é crucial para diminuir a incidência desses cânceres. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O câncer é uma doença de diferentes causas. Entre elas, estão as infecções causadas por vírus, bactérias e parasitas. Precisamente, responde por cerca de 13% de todos os cânceres, segundo relatório da Associação Americana para Pesquisa do Câncer. A questão é que boa parte desses casos pode ser evitada com medidas de prevenção que já estão ao nosso alcance. O mesmo relatório indica que 90% dessas ocorrências estão relacionadas ao papilomavírus humano (HPV), às hepatites B e C e à bactéria Helicobacter pylori. Com exceção do H. pylori, todos esses microrganismos estão no grupo das infecções sexualmente transmissíveis. Isso significa que informação, vacinação, uso de preservativo e práticas básicas de cuidado podem reduzir substancialmente a carga de câncer associada a esses patógenos. O HPV é uma infecção extremamente comum, transmitida pelo contato direto da pele ou das mucosas durante a atividade sexual. Entre os mais de duzentos tipos já identificados, alguns estão diretamente associados a tumores de colo de útero, pênis, ânus, cavidade oral, faringe e laringe. A boa notícia é que existe vacina eficaz contra os principais HPVs de alto risco. No Brasil, o SUS oferece a versão quadrivalente, que protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18, enquanto a vacina nonavalente, disponível na rede privada, é ainda mais abrangente. O desafio, porém, é a baixa adesão. Muitos adolescentes deixam de receber a dose por falta de informação ou pelo preconceito que associa a vacina ao início precoce da vida sexual. Outro vírus que merece atenção é o HIV. Embora não cause câncer de forma direta, o enfraquecimento do sistema imunológico provocado pela infecção abre espaço para o desenvolvimento de doenças oncológicas como sarcomas, linfomas e cânceres do colo do útero e da região anal. A transmissão ocorre principalmente em relações sexuais desprotegidas, além de transfusões de sangue contaminado, acidentes com agulhas ou da mãe para o bebê durante a gestação. A prevenção inclui uso de preservativos, testagem periódica e tratamento adequado para quem já convive com o vírus. Pessoas em terapia antirretroviral mantêm a carga viral indetectável e reduzem drasticamente os riscos de transmissão e complicações. Menos conhecidos, mas também relevantes, são o vírus linfotrópico de células T humanas, associado a leucemias e doenças neurológicas e o herpesvírus humano tipo 8, responsável pelo sarcoma de Kaposi. Ambos compartilham a via de transmissão sexual e reforçam a necessidade de educação em saúde e da valorização de medidas preventivas. As hepatites B e C, por sua vez, representam um problema ainda negligenciado. Ambas inflamam o fígado e podem evoluir para cirrose e câncer hepático. Enquanto a hepatite B já conta com vacina eficaz, amplamente disponível no SUS, a hepatite C não tem imunização, exigindo maior vigilância. A prevenção passa por evitar contato com sangue contaminado em procedimentos médicos, odontológicos, tatuagens, piercings ou pelo compartilhamento de seringas. Como muitos infectados permanecem assintomáticos, a testagem periódica é fundamental. Uma vez diagnosticada, a hepatite C tem tratamento e pode ser curada. Já a bactéria H. pylori, embora não seja sexualmente transmissível, é um dos principais agentes infecciosos relacionados ao câncer. Ao se instalar no estômago, causa inflamações que podem evoluir para tumores gástricos. A prevenção exige medidas simples de higiene como lavar as mãos antes das refeições, higienizar corretamente os alimentos e evitar o compartilhamento de utensílios. O melhor caminho está na disseminação de informação sobre prevenção. Quando a população entende como se dão as transmissões, reconhece os sintomas e tem acesso às vacinas e aos testes, o impacto na saúde pública é imediato.
O silêncio perigoso das infecções sexualmente transmissíveis
As infecções causadas por vírus, bactérias e parasitas respondem por cerca de 13% de todos os cânceres








