Em reunião com Representante do Comércio americano, Brasil propõe cooperação entre polícias para combater crime organizado transnacional 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa — Foto: Paulo Renato Nepomuceno/O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/07/2026 - 13:56 Brasil reafirma soberania em negociações comerciais com EUA Em reunião com o Representante de Comércio dos EUA, o ministro Márcio Elias Rosa afirmou que a soberania brasileira não está em negociação, em meio a investigações dos EUA sobre práticas comerciais do Brasil. O governo brasileiro busca consenso antes do prazo de 15 de julho, propondo cooperação policial contra o crime organizado. Discussões incluem temas como Pix, desmatamento e tarifas. Elias Rosa criticou influências políticas no debate econômico e destacou avanços do governo Lula em acordos internacionais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Brasil participou de mais uma reunião com uma equipe do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) para contrapor a investigação que acusa o governo do brasileiro de práticas "não razoáveis" que oneram ou limitam o comércio americano, propondo a implementação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, afirmou o ministro Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, na manhã desta quinta-feira. Como o prazo para que as medidas contra o Brasil sejam definidas e implementadas vai até 15 de julho, ele admite que se trata de uma "corrida contra o tempo". Pondera, no entanto, que há temas que não estão em negociação. — Hoje tivemos mais uma conversa, acho que a quinta de alto nível, entre o governo Brasileiro e o USTR. Não é nível técnico, é no nível político. Foi a quarta com o representante do escritório, Jamieson Greer, e com uma equipe de nove pessoas, no total — explicou ele, que também participou da reunião e, por isso, precisou atrasar sua participação em evento do BNDES, nesta manhã, no Rio de Janeiro. Na próxima semana, continua Elias Rosa, haverá uma outra reunião técnica para, na sequência, ser feita uma outra reunião de alto nível. — Estamos tentando construir um consenso. O tempo corre contra, não corre a favor, porque o prazo (final) é 15 de julho — disse o ministro. — O que estamos debatendo, e foi o debate de hoje, são todos os aspectos associados à Seção 301, esclarecendo a improcedência das críticas que são lançadas sobre desmatamento, Pix, propriedade intelectual. Entre os debates estão uma proposta levada pelo Brasil de aperfeiçoamento de aproximação entre a polícia federal do Brasil e a polícia americana no combate a crimes e ao crime organizado transnacionais, além de à lavagem de dinheiro. Entraram na pauta ainda temas como comércio, digital, política de data centers, imigração e proteção à propriedade intelectual, área em que, frisou o ministro, o Brasil já atua em conformidade com as regras internacionais, mas está sempre disposto a fazer aperfeiçoamentos. 'Soberania não está em negociação' Segundo o ministro, o presidente Lula orienta a enfrentar os desafios geopolíticos globais e atuar para voltar a mercados onde existem barreiras a produtos brasileiros. Mas há ressalvas: — Quando o mundo se fecha, e com alguns falando em outras línguas e até, às vezes, em português, querendo criar barreiras para o nosso comércio, o presidente Lula disse: "Não saia da mesa de negociação". Até para dizer e reforçar que há temas que não estão em negociação e que jamais estarão, como por exemplo, a soberania brasileira. O ministro questionou o que chamou de atuação de "oportunistas" e "falsários", sem fazer uma menção direta a Flávio Bolsonaro ou a aliados do candidato do PL à presidência da República. — Essas pessoas sempre dificultam muito o trabalho, não porque são capazes de causar algum alvoroço, mas porque poluem o debate político ou colocam num debate que é econômico, comercial um componente político que não deveria estar ali — destacou. — Não cabe na mesa de negociação, da economia do comércio bilateral, questões ideológicas eleitoreiras, pessoalmente oportunistas. Isso não tem cabimento. Elias Rosa destacou que diante de "momentos geopolíticos terríveis", o Brasil conquistou 640 mercados em três anos de governo Lula, citando ainda avanços em acordos internacionais como os entre Mercosul e União Europeia, Cingapura, Canadá, além de negociações sendo abertas com o Japão. Margem Equatorial e terras-raras sob risco — Vi uma carta do Marco Rubio afirmando que o candidato Flávio Bolsonaro convidou os Estados Unidos para fazerem parte do governo de transição. É gravíssima essa informação — diz ele, que participou da transição para este governo Lula. Mercadante explicou que todos os participantes do processo têm acesso a informações sensíveis e estratégias em diversas áreas e, por isso, assinam compromissos de sigilo. — Na transição, fomos ver na Petrobras qual era o potencial da margem equatorial, para dar um exemplo pequeno. Você vai no Ministério da Defesa para ver a indústria de defesa, suas demandas, orçamento, prioridades. No BNDES, tem todos os projetos em minerais críticos, o que vai ser feito, aprovado, o que estamos patenteando — enumerou. — Não agride só a soberania (nacional). Isso viola um princípio básico da transição que transfere o sigilo da informação.
Tarifaço dos EUA: soberania brasileira é tema que não está em negociação, afirma ministro Elias Rosa
Em reunião com Representante do Comércio americano, Brasil propõe cooperação entre polícias para combater crime organizado transnacional








