Para Rafael Goulart, executivo da Pomelo no Brasil, os cartões podem funcionar como um caminho para aproximar stablecoins do uso cotidiano em pagamentos Hernán Corral, Juan Fantoni e Gastón Irigoyen, fundadores da Pomelo. — Foto: Pomelo A Pomelo, empresa de infraestrutura financeira para fintechs, bancos e plataformas digitais, anunciou a expansão de seu cartão global para mais de 150 países, com possibilidade de liquidação em dólares ou stablecoins. A solução permite que empresas ofereçam cartões a usuários globais sem a necessidade de estabelecer presença física, obter licenças ou montar operações locais em cada mercado, segundo a companhia. Stablecoins são criptoativos que buscam replicar o valor de moedas fiduciárias como o dólar, reduzindo a volatilidade típica de ativos como bitcoin. Na solução da Pomelo, elas aparecem como alternativa para liquidar transações de cartões globais em dólar digital. A empresa afirma que o modelo busca simplificar a expansão internacional de emissores de cartões, ao concentrar em uma única integração tecnológica recursos como emissão de cartões virtuais Mastercard e Visa, integração com Apple Pay e Google Pay, produção e distribuição global de cartões físicos e liquidação em tempo real em dólares ou stablecoins. Para Rafael Goulart, executivo da Pomelo no Brasil, os cartões podem funcionar como um caminho para aproximar stablecoins do uso cotidiano em pagamentos. “A gente acredita muito que o principal instrumento para levar stablecoin hoje para os merchants, no dia a dia das pessoas e das empresas, é o cartão”, disse. Segundo Goulart, a combinação entre cartões e stablecoins pode reduzir a fricção para o usuário final. “O que está por detrás, se é fiat, se é cripto, se é stable, é indiferente. A gente consegue estruturar uma jornada que, para o seu cliente, fica um para um; ele não tem essa jornada quebrada durante o uso do produto”, afirmou. A Pomelo já atua com emissão local na América Latina e diz que a nova oferta permite combinar estratégias locais e globais conforme o estágio de crescimento de cada cliente. O cartão global já está em operação, segundo a companhia, que cita clientes nas Américas, Europa, Oriente Médio, Ásia e África. “A América Latina opera sobre múltiplos trilhos de pagamento: cartões, transferências e, agora, também stablecoins. É um ecossistema multi-trilho em uma região complexa, marcada por diferentes realidades regulatórias entre os mercados”, afirmou Gastón Irigoyen, CEO e cofundador da Pomelo, em nota. Segundo o executivo, a oportunidade não está em escolher um único trilho, mas em combiná-los de acordo com a necessidade de cada negócio. “Nossos cartões locais e globais são um exemplo claro disso: é possível operar em moeda local, dólares ou stablecoins, conforme a necessidade de cada negócio”, disse. A inclusão de stablecoins acompanha o avanço desses ativos em discussões sobre pagamentos internacionais, liquidação e gestão de saldos em dólar. Para Alfonso Torreguitar, Head of Global Card da Pomelo, a expansão busca reduzir a complexidade para empresas que querem operar programas de cartões em diferentes países. “Historicamente, expandir um programa de cartões exigia construir infraestrutura, operação e relacionamento financeiros em cada novo mercado. O cartão global simplifica esse processo e permite que nossos clientes alcancem múltiplos países a partir de uma estrutura centralizada, com maior velocidade e menor complexidade”, afirmou.
Pomelo expande cartão global com liquidação em stablecoins
Para Rafael Goulart, executivo da Pomelo no Brasil, os cartões podem funcionar como um caminho para aproximar stablecoins do uso cotidiano em pagamentos










