O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que a ofensiva teve como alvo exclusivamente 'objetivos militares ou quase militares' Fumaça sobe na cidade após um ataque russo com mísseis e drones, em meio ao ataque da Rússia à Ucrânia , em Kiev, Ucrânia , 2 de julho de 2026 — Foto: REUTERS/Viacheslav Ratynskyi A Rússia afirmou nesta quinta-feira que continuará aumentando a pressão sobre a Ucrânia, após um ataque de grandes proporções contra Kiev durante a madrugada que matou ao menos 18 pessoas e deixou dezenas de feridos. A Ucrânia informou que a Rússia lançou 74 mísseis e 496 drones no ataque, que destruiu diversos edifícios residenciais. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse que a ofensiva teve como alvo exclusivamente "objetivos militares ou quase militares". Peskov afirmou que o presidente Vladimir Putin foi informado pelo comandante das Forças Armadas russas, Valery Gerasimov, sobre os resultados do que classificou como um "ataque maciço de retaliação" contra Kiev e outras localidades. No quinto ano da guerra, a Rússia intensificou seus ataques com mísseis e drones, especialmente contra Kiev, enquanto a Ucrânia ampliou seus próprios ataques com drones contra o setor de energia russo, causando grandes danos que provocaram uma escassez generalizada de combustíveis. Questionado sobre uma declaração da chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, de que o bloco proporia novas sanções para aumentar a pressão sobre a Rússia, Peskov respondeu: "A Rússia continuará intensificando a pressão sobre o regime de Kiev para alcançar os objetivos que estabeleceu." Peskov afirmou que há um debate em curso na Rússia sobre como proteger sua segurança diante do que Moscou considera medidas da União Europeia para "militarizar" o continente e elevar as tensões. Alguns integrantes da ala mais linha-dura da Rússia, irritados com os ataques de drones da Ucrânia e com o que consideram uma promessa fracassada dos Estados Unidos de negociar o fim da guerra em termos favoráveis a Moscou, vêm pressionando Putin nas últimas semanas a abandonar a diplomacia e escalar o conflito. "Vocês sabem que há defensores, inclusive entre acadêmicos, de medidas muito drásticas, assim como há defensores de abordagens mais moderadas", disse Peskov. "Mas uma coisa está além de qualquer dúvida: a proteção segura da Federação Russa e de seus interesses nacionais será garantida, aconteça o que acontecer”, acrescentou.