Governo da Ucrânia também relatou explosões em Kharkiv, no norte; horas antes, presidente Volodymyr Zelensky havia alertado a população sobre a iminência de ataque 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Policial observa área próxima a prédio atingido por míssil ucraniano em Kiev — Foto: Roman PILIPEY / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 01/07/2026 - 22:42 Rússia bombardeia Kiev após ataques ucranianos, tensão cresce Após ataques ucranianos em território russo, a Rússia realizou um bombardeio massivo em Kiev, causando explosões e destruição na cidade. O presidente Zelensky já havia alertado a população sobre a iminência do ataque, pedindo que buscassem abrigo. Explosões também ocorreram em Kharkiv, resultando na morte de um adolescente. A tensão cresce com o uso intensivo de drones e mísseis balísticos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Dias depois de uma série de ataques com drones ucranianos contra várias partes do território russo, a Rússia lançou um bombardeio de grande porte contra Kiev, provocando explosões ao redor da maior cidade do país. Horas antes, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, havia alertado sobre a possibilidade de um ataque, e pediu que a população buscasse abrigo e "permanecesse alerta". Foi confirmada a morte de uma pessoa, enquanto outras 11 ficaram feridas. Foram usados drones de ataque, mísseis de cruzeiro e balísticos, que provocaram estragos em áreas residenciais — um prédio teria sido "completamente destruído", de acordo com jornalistas locais — e em edifícios na região central. Um hotel ficou em chamas depois de ser atingido por um drone. "Moradores de Kiev, unidades de defesa aérea estão operando nos arredores da capital contra alvos inimigos. Existe a possibilidade de novos deslocamentos de drones de ataque em direção à capital. Também existe a possibilidade de um ataque combinado nos próximos dias", escreveu no Telegram o chefe da Administração Militar da Cidade de Kyiv, Tymur Tkachenko. Houve ainda explosões em Kharkiv, no norte, onde um adolescente de 15 anos morreu. "Segundo informações atualizadas do nosso Centro de Situação, o inimigo atacou Kharkiv com 7 bombas de fragmentação, atingindo três distritos: Kyivs'kyi, Osnovyans'kyi e Novobavars'kyi. Até o momento, sabe-se que 32 pessoas ficaram feridas. Uma pessoa morreu – um menino de 15 anos", escreveu Ihor Terekhov, prefeito da cidade, no Telegram. Ao contrário de outros ataques aéreos ocorridos nos últimos quatro anos e meio de guerra, esse era dado como praticamente certo pelas autoridades locais. Desde meados do mês passado, a Ucrânia intensificou suas ações com drones dentro do território russo, atingindo refinarias (e contribuindo para a crise de combustíveis no país vizinho) e vários distritos de Moscou. No início da semana, uma base de comunicações de satélites, usados na coordenação de ações aéreas e terrestres, foi atacado. No começo da tarde, horas antes das primeiras explosões, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que estava em visita à Irlanda, pediu que a população que buscasse abrigo e ficasse atenta aos alertas de ataques aéreos. "Sabemos que [Vladimir] Putin tem preparado um grande ataque contra a Ucrânia há algum tempo. Essa é exatamente a ameaça que enfrentamos esta noite", escreveu em suas redes sociais. "E embora por todos os canais oficiais e não oficiais possíveis – incluindo por meio de pessoas próximas a ele – tenhamos transmitido que a guerra pode e deve ser encerrada, e que nós na Ucrânia estamos prontos para reuniões e negociações significativas, ele vê apenas mais agressão contra a Ucrânia e contra outros vizinhos e a Europa como um todo." Pessoas abrigadas em estação de metrô de Kiev, em meio a onda de bombardeios russos — Foto: Roman PILIPEY / AFP Após a ordem, milhares de moradores de Kiev seguiram para abrigos subterrâneos e estações de metrô, alguns munidos de barracas e sacos de dormir. "Não saiam do abrigo! Kiev está sob ataque de mísseis balísticos e drones. Explosões são ouvidas na cidade. O inimigo continua lançando mísseis contra a capital", reiterou .Vitali Klitschko, prefeito de Kiev, no Telegram.