País da Escandinávia oferece opções de programas como visitas a vilas temáticas e passeios em réplicas de navios 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O Centro Viking Sagastad, na cidade de Nordfjordeid, organiza passeios a bordo da réplica do Myklebust, o maior navio viking já encontrado na Noruega — Foto: Divulgação/Ruben Soltvedt/Visit Norway RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 01/07/2026 - 18:07 Noruega se Destaca pelo Turismo Viking, com Atrações Históricas e Culturais A Noruega, adversária do Brasil na Copa do Mundo, destaca-se pelo turismo viking, oferecendo atrações históricas como museus, vilas temáticas e réplicas de navios. Em Oslo, o Museu Histórico e o Viking Planet imersivo são destaques. Nos fiordes, o Centro Viking Sagastad e o Vale Viking de Njardarheimr atraem visitantes. Eventos como o Festival Viking de Avaldsnes e a recriação da Batalha de Stiklestad celebram a rica herança viking do país. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Na última terça-feira, após derrotarem a Costa do Marfim e se classificarem para as oitavas de final da Copa do Mundo — quando enfrentarão o Brasil, no domingo (5/7) —, os jogadores da Noruega levaram para o campo a comemoração que se tornou “viral” neste Mundial. Sentados e enfileirados, Erling Haaland e seus companheiros fizeram a famosa “remada viking”, que tem se espalhado não apenas pelas arquibancadas, mas por todo lugar onde existe alguém torcendo pela seleção nórdica. O barco imaginário leva direto a uma parte importante do passado norueguês, que inspira viajantes até hoje. Seja na capital, Oslo, nos fiordes ou no Norte (ainda mais) gelado do país, atrações ligadas ao período viking nunca saíram de moda. Pelo contrário, graças a obras da literatura, da TV e do cinema nos últimos anos, e, agora, com a celebração dos torcedores noruegueses na Copa, os vikings estão mais populares do que nunca. Quem visita o país pode encontrar sua história em museus especializados, viver experiências em vilas temáticas e até mesmo navegar em réplicas dos famosos barcos. Oslo e arredores A cosmopolita e vibrante capital é um ótimo ponto de partida para conhecer um pouco mais do passado do país. No Museu Histórico, o visitante aprende que os vikings, na verdade, não eram exclusivamente guerreiros que navegavam de um lugar ao outro, pilhando e conquistando. Essa atividade era apenas uma parte da sociedade escandinava de um período específico da Idade Média, entre os anos 800 e 1050. Os vikings eram também artesãos, fazendeiros e comerciantes. E não, não usavam capacetes com chifres, uma imagem que foi difundida a partir de povos inimigos. A instituição atualmente abriga parte da coleção do Museu dos Navios Vikings, que por anos foi uma das atrações mais populares da cidade por exibir barcos originais escavados em todo o país, como o Gokstad. O espaço, que fica na Península de Bygdoy, está fechado para obras e reabrirá no final de 2027, com o nome de Museu da Era Viking, com cerca de 5.500 objetos históricos. O Gokstad é um dos destaques do Museu dos Navios Vikings, em Oslo, na Noruega, que reabrirá em 2027 como Museu da Era Viking — Foto: Divulgação/Johan Berge/Visit Norway Também no centro de Oslo, o Viking Planet é uma atração imersiva e interativa, que promete uma viagem ao passado com ajuda de recursos tecnológicos como cinema 4D, óculos de realidade virtual e painéis digitais com informações. Nos arredores da capital, outras atrações valem a viagem. No Museu Slottsfjells, em Tonsberg, está o navio Klastad, descoberto em 1971 e um dos mais bem preservados do país. E, do porto da cidade, chamado de Vikingodden, partem passeios na réplica de outro barco famoso, o Oseberg. Já na cidade de Horte, o Midgard Viking Center recria o salão de Gildehallen, um dos mais importantes da Era Viking, e tem uma exposição que revela diversos aspectos da vida cotidiana daquele período. Região dos fiordes Quem visita o Oeste da Noruega para ver os famosos fiordes, como Lysefjord e Geirangerfjord, pode encontrar também muitas atrações que permitem conhecer ainda mais a vida durante a Era Viking. Uma delas é o Centro Viking Sagastad, na cidade de Nordfjordeid, onde está guardada a réplica do Myklebust, o maior navio viking já encontrado no país. Antes de ser queimado, em 870, por conta do funeral de um rei local, ele tinha 30 metros de comprimento, seis de largura, mastro principal de sete metros de altura e contava com 24 pares de remos e de escudos laterais. Seus restos foram achados em 1874, mas a construção de sua réplica só foi concluída em 2019. A história da embarcação e dos trabalhos para sua reconstrução é contada neste centro de visitantes, que também organiza, durante os meses mais quentes do ano, passeios a bordo da réplica do Myklebust, com ingressos que costumam esgotar muito rápido. O Centro Viking Sagastad, na cidade de Nordfjordeid, guarda a réplica do Myklebust, o maior navio viking já encontrado na Noruega — Foto: Divulgação/Ruben Soltvedt/Visit Norway Já em Gudvangen fica o Vale Viking de Njardarheimr. Além de tours históricos, guiados por “vikings” contemporâneos, quem visita esse vilarejo, localizado às margens de um estreito fiorde, pode comer em um restaurante que usa técnicas antigas e dormir num hotel cujos chalés lembram as construções tradicionais. Recriar os modos de vida de mil anos atrás também é a proposta da Fazenda Viking de Bukkoy, em Avaldsnes, perto da cidade de Haugesund. Ela foi projetada com base em descobertas arqueológicas e oferece uma visão do cotidiano durante a Era Viking. Avaldsnes, aliás, é um vilarejo pequeno em tamanho, mas grande em importância histórica por ter sido uma das residências do rei Harald I, também conhecido como Harald Cabelo Belo, no período em que se tornou o primeiro rei da Noruega unificada, no século X. É o que se aprende ao visitar o Centro Histórico de Nordvegen, que organiza o Festival Viking de Avaldsnes, realizado sempre em junho, e que costuma atrair pessoas de todo o país. Do outro lado da rua está a Igreja de Santo Olavo, datada do século XIII, e relacionada a dois antigos reis vikings de mesmo nome. É dedicada ao padroeiro da Noruega, o rei Olavo II, e foi construída sobre as bases de uma antiga igreja cristã, erguida no reinado de Olavo I, por volta do ano 1000. Trondelag e Lofoten Criança brinca de viking no Centro Nacional de Cultura de Stiklestad, onde aconteceu uma das batalhas mais marcantes da história da Noruega — Foto: Divulgação/Terje Rakke/Explore Trondelag A história do santo padroeiro está presente em outro importante destino do “turismo viking” no país. Quem passa pelo pacato vilarejo de Stiklestad, no condado de Trondelag, não imagina que ali foi travada a violenta Batalha de Stiklestad, em 1030, quando Olavo II foi morto por líderes locais, num evento que acabou por acelerar o processo de cristianização do país. A batalha é recriada todos os anos, no fim de julho, com um espetáculo teatral ao ar livre, “O drama de Santo Olavo”, realizado pelo Centro Nacional de Cultura de Stiklestad. Fora desta data especial, o lugar está aberto o ano todo para interessados na cultura viking, oferecendo atividades lúdicas para crianças. Bem mais ao norte, na ilha de Vestvagoy, no arquipélago de Lofoten, o Museu Viking Lofotr ocupa uma construção original daquele período, com 83 metros de comprimento, que abriga uma importante coleção de objetos históricos. Ali perto, no Vikingskipshavna (Porto dos Barcos Vikings), em Borg, acontece outro importante festival de cultura viking, em agosto. E que, este ano, certamente será marcado pela “remada” da Copa do Mundo.