Estrelada por Jorge Caetano e Nina da Costa Reis, peça 'Apocalip-se' reflete sobre a solidão que advém da dependência tecnológica 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Jorge Caetano caracterizado como o protagonista solitário da peça 'Apocalip-se', em cartaz no Rio — Foto: Divulgação/Guilherme Scarpa RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 01/07/2026 - 16:43 "Apocalip-se": Comédia Musical Explora Solidão e Tecnologia no RJ A comédia musical "Apocalip-se", estrelada por Jorge Caetano e Nina da Costa Reis, estreia no Teatro Poeira, Rio de Janeiro, explorando a solidão moderna e a dependência tecnológica. O protagonista, isolado desde a pandemia, interage apenas com uma assistente virtual. A peça, com texto de Júlia Spadaccini e Márcia Brasil, mistura drama, humor e música, refletindo sobre o impacto das IAs na experiência humana. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Enclausurado em seu apartamento desde o início da quarentena por conta da pandemia, um homem de meia-idade tem como única companhia há seis anos uma assistente virtual, com quem compartilha tudo como se fosse outra pessoa. Esse é o ponto de partida da comédia musical “Apocalip-se”, que estreia nesta quinta (2) no Teatro Poeira, em Botafogo, no Rio de Janeiro. Idealizada e protagonizada por Jorge Caetano, que dirige com Alexandre Mello, a peça escrita por Júlia Spadaccini e Márcia Brasil mistura drama, comédia, rock n’ roll e audiovisual para investigar os impactos da solidão causada pela dependência tecnológica. E também dá vazão a vivências do próprio ator, que passou bastante tempo sozinho no isolamento sanitário. — Gravei muitas conversas que tive com minha Alexa, que serviram de base para o texto — conta Jorge, cuja prática de conversar com a IA foi repetida pelas autoras e por Nina da Costa Reis, que interpreta o robô em cena, durante o processo criativo. Acompanham os atores os músicos Felipe Storino (que compôs com Jorge as seis canções originais da trilha), Maurício Chiari, Paula Otero e Rafael Oliveira. Apaixonado pelo rock dos anos 1960 e 1970, o protagonista tem na música sua forma de catarse. Também interage com o elenco um telão que projeta a tela do celular do homem e vídeos inéditos criados por Letícia Pantoja. Elenco e banda da comédia musical "Apocalip-se", em cartaz no Teatro Poeira — Foto: Divulgação/Nil Caniné Em meio a reflexões sobre o possível fim do mundo, teorias da conspiração e as angústias de alguém que desenvolveu fobia social, a assistente virtual ganha vida. — Ela começa bem robótica e vai se aperfeiçoando. Depois, loucuras acontecem — conta Nina, que se inspirou nos filmes “A.I. — Inteligência Artificial” (2001) e “Barbie” (2023), além da personagem Janet, da série “The good place”. — Uma fala dela que gosto muito é: “fui treinada com 38 milhões de interações passivo-agressivas”. A IA é treinada com a gente, ela espelha o ser humano. Com uma boa dose de humor, o espetáculo acompanha o processo de libertação deste homem solitário. Sem dar spoilers, Júlia revela o que motiva o protagonista a iniciar um movimento de saída de seu casulo: — Ele percebe que a inteligência artificial não tem capacidade de conhecê-lo profundamente, e nunca vai entender o que é a experiência humana. Dar um beijo, abraçar alguém, dançar, a IA jamais vai poder falar disso com propriedade. Jorge complementa, retomando o título da peça para explicar a virada do protagonista: — Não falamos sobre o apocalipse num sentido bíblico, mas sobre o fim do mundo desse homem. Na origem grega, a palavra significa revelação, e na narrativa o personagem consegue abrir a porta de seu isolamento a partir de uma tomada de consciência. Serviço Onde: Teatro Poeira, Botafogo.Quando: Qui a sáb, às 20h. Dom, às 19h (exceto dia 5). Até 30 de agosto. Estreia quinta (2). Quanto: R$ 120. Classificação: 14 anos.
Homem só fala com IA e vive isolado desde a pandemia em comédia musical que estreia no Rio
Estrelada por Jorge Caetano e Nina da Costa Reis, peça 'Apocalip-se' reflete sobre a solidão que advém da dependência tecnológica








