Uma encenação do espetáculo "A Igreja de Fran" —em que a atriz e palhaça Rafaela Azevedo aborda questões como a pedofilia na Igreja, a isenção fiscal de casas religiosas e passagens da Bíblia que podem ser lidas como misóginas— foi cancelada em Curitiba.
A peça de humor estava marcada para acontecer dia 23 de agosto, na Ópera de Arame, com a divulgação em andamento e quase 200 ingressos já vendidos, segundo Azevedo. Ela afirma que se trata de um caso de censura e que, como a Ópera de Arame é um equipamento cultural da Prefeitura de Curitiba, a decisão do cancelamento partiu do poder público e tem a ver com os temas abordados no espetáculo.
Questionada, a Fundação Cultural de Curitiba, o órgão da prefeitura responsável pela política cultural do município, diz que não tem ingerência sobre a programação da Ópera de Arame e que o espetáculo não tem qualquer vínculo com o poder público.
"A Ópera de Arame é administrada por meio de concessão à iniciativa privada, e a realização do evento decorre de uma relação comercial exclusivamente privada entre os responsáveis pelo espaço e os organizadores [do espetáculo]", diz a assessoria de imprensa da Fundação Cultural de Curitiba, por meio de nota.








