Horas após os Estados Unidos anunciarem sanções contra pessoas e empresas suspeitas de integrar um esquema de lavagem de dinheiro para o PCC (Primeiro Comando da Capital), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, afirmou nesta quarta-feira (1º) que a medida produz efeitos apenas no território americano.
Ele ainda defendeu que a cooperação internacional no combate ao crime organizado ocorra com respeito à soberania brasileira. As declarações foram feitas durante a inauguração do Escritório Nacional Antifacção (ENA), em São Paulo.
"Essa designação específica somente produz efeito no âmbito dos Estados Unidos, não tem nenhuma repercussão de extraterritorialidade. Todas as nações devem aprofundar e sofisticar seus mecanismos de combate ao crime organizado, desde que a soberania do outro país seja respeitada", afirmou o ministro.
O titular da Justiça ressaltou que o Brasil continuará aperfeiçoando os mecanismos de cooperação policial e judicial internacional e destacou que parte das informações utilizadas pelos Estados Unidos foi produzida no próprio Brasil.
"Essas designações, inclusive, foram obtidas com parte de pesquisa feita no Brasil e difundida pela imprensa brasileira, e isto é algo normal das relações entre os Estados. O que não se pode transigir é com nenhuma ranhura da soberania. Fora disso, o Brasil continuará aperfeiçoando seus mecanismos de cooperação policial internacional e também de cooperação judicial", declarou.















