EUA classificam PCC e CV como organizações terroristas: a aposta de Flávio na Casa BrancaNo “Estadão Analisa” desta quinta-feira, 28, Carlos Andreazza fala sobre a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência e da estratégia de sua visi. Crédito: Carlos AndreazzaGerando resumoO governo americano afirmou nesta quarta-feira, 1º, que o Primeiro Comando da Capital (PCC) explorava o sistema financeiro dos EUA para lavar dinheiro do tráfico de drogas. A facção é apontada pela gestão Trump como a maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental, com atuação também no Reino Unido, Turquia e Japão.O governo americano ainda afirma que a facção representa uma ameaça crescente à segurança nacional devido por conta da atuação na lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e contrabando de dinheiro em espécie.Departamento do Tesouro Americano aponta que organização representa uma ameaça crescente à segurança nacional dos EUA; duas pessoas e empresas brasileiras foram sancionadas por elo com facção.

PUBLICIDADEVictor Henrique de Oliveira Shimada, apontado pelo Tesouro como líder do núcleo paulista da rede e elo entre operadores do PCC na Flórida e traficantes internacionais. De acordo com o comunicado, Shimada teria lavado mais de US$ 30 milhões em recursos ilícitos gerados em diversas cidades americanas, utilizando criptomoedas para transferir os valores ao Brasil. Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, descrita como colaboradora próxima de Shimada. E as empresas: PublicidadeVictory Trading Intermediação de Negócios, Cobranças e Tecnologia;Pixwave Soluções de Pagamentos;Wave Construções Inteligentes;Avenidas Flutuantes Unipessoal (Portugal)A reportagem tenta contato com a defesa dos alvos da sanção.Leia tambémInfiltração silenciosa do crime organizado ameaça o sistema políticoEurasia alerta para impacto nos bancos após EUA enquadrarem PCC e CV como terroristasDurigan: ‘Basta alegação de que banco tem contas do PCC para haver interferência no Pix’O Tesouro afirmou ainda que, em janeiro de 2025, Shimada chegou a cumprir prisão domiciliar no Brasil porque a Victory Trading teria sido utilizada para lavar recursos desviados de um clube de futebol brasileiro em um esquema de fraude publicitária. PublicidadeEmbora o comunicado não cite nominalmente o Corinthians, a empresa de Shimada aparece nas investigações do caso “Vai de Bet”, que apura um suposto esquema de desvio e lavagem de dinheiro relacionado ao contrato de patrocínio do clube. Segundo denúncia do Ministério Público paulista, a Victory Trading foi a última empresa pela qual passaram recursos antes do repasse à UJ Football, também investigada no caso.