A Polícia Civil do Distrito Federal decidiu indiciar o sargento Estácio Leite da Silva Filho, que integra a equipe de segurança do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e foi flagrado em uma blitz de trânsito em Brasília com uma arma de propriedade do ex-capitão.

Em relatório publicado nesta quarta-feira 1º, o delegado Thiago Boeing Schemes da Silva, responsável pelo inquérito, determinou que o Supremo Tribunal Federal seja notificado sobre a conclusão das investigações, que não apontam responsabilidade de Bolsonaro pelo episódio.

O delegado afirmou que Estácio Leite “transportava arma de fogo e munições de uso restrito em desacordo com a determinação legal, na condição de militar das forças armadas”. A apreensão aconteceu em 15 de junho.

A reportagem entrou em contato com o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, ao qual o militar está formalmente vinculado, em busca de manifestação. O espaço segue aberto.

No relatório, o delegado citou o depoimento prestado por Estácio Leite. Na ocasião, o militar afirmou ter sido acionado para verificar um problema na arma e disse que os integrantes da família Bolsonaro estavam de cientes da situação.