Inquérito indiciou sargento que portava pistola de ex-presidente apreendida em blitz no Distrito Federal 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Jair Bolsonaro em prisão domiciliar — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 01/07/2026 - 09:30 Polícia conclui que Bolsonaro não cometeu crime com posse de arma em casa A Polícia Civil do Distrito Federal concluiu que Jair Bolsonaro não cometeu crime ao ter uma arma em casa durante sua prisão domiciliar, pois possuía registro válido e sem restrições. No entanto, o sargento Estácio Leite da Silva Filho foi indiciado por porte ilegal de arma de uso restrito. O delegado Thiago Boeing da Silva afirmou que não houve materialidade ou dolo por parte de Bolsonaro. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Polícia Civil do Distrito Federal afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro não cometeu crime ao ter uma arma em casa, mesmo estando em prisão domiciliar. O órgão concluiu o inquérito sobre a apreensão da pistola com um militar em uma blitz e disse que ex-chefe do Executivo tinha registro válido da arma, sem restrições conhecidas para que ficasse com ela em sua residência. "Não vislumbro materialidade e conduta dolosa de eventual crime de ilegal de arma de fogo de uso restrito", escreveu o delegado Thiago Boeing da Silva no relatório final da investigação. Segundo ele, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa de Bolsonaro e a arma não foi recolhida nem foi lançada restrição em seu registro. Apesar de não ver crime de Bolsonaro no caso, a Polícia Civil indiciou o sargento Estácio Leite da Silva Filho por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia determinado que a Procuradoria-Geral da República (PGR) opinasse se a posse de uma arma em casa seria motivo para encerrar o regime de prisão domiciliar, cujo prazo estipulado inicialmente expirou na semana passada. A PGR afirmou que seria necessário aguardar a conclusão do inquérito, o que ocorreu nesta terça. O ministro pontuou que a Lei de Execução Penal estipula que comete "falta grave" o condenado à prisão que "possuir, indevidamente, instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem”. O ministro destacou que, durante o depoimento, Bolsonaro afirmou que não podia ficar desarmado em casa porque mora com três mulheres. De acordo com Moraes, a lei prevê condições "possibilitando a inclusão em regime disciplinar diferenciado ou a regressão no regime de cumprimento de pena, inclusive com a cessação da prisão domiciliar". Ao prestar depoimento no caso, Bolsonaro reconheceu a posse da arma em casa. Ele afirmou que pediu ajuda ao militar que posteriormente teve a arma apreendida em uma blitz no Distrito Federal ao perceber que a pistola não funcionava e necessitava de conserto. Segundo o advogado Paulo Amador da Cunha Bueno, que defende Bolsonaro, o ex-presidente ao manusear a arma "constatou a existência de defeito, razão porque solicitou a um dos seus seguranças, sargento do exército com expertise de manutenção daquele modelo, que verificasse qual problema".