Estácio Leite da Silva Filho afirmou à Polícia Civil que 'problema' foi causado pela 'equipe de segurança e a família' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Jair Bolsonaro e Michelle Bolsonaro — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 01/07/2026 - 10:30 Sargento alega aval de Michele para inutilizar arma de Bolsonaro O sargento Estácio Leite da Silva Filho, indiciado por porte ilegal de arma de uso restrito, declarou à Polícia Civil que inutilizou a pistola do ex-presidente Jair Bolsonaro com o aval de Michele Bolsonaro. Segundo ele, o problema foi causado pela equipe de segurança e família de Bolsonaro, todos cientes da situação. A arma foi apreendida numa blitz em Taguatinga, e o sargento afirmou ter levado a pistola para casa por falta do aval de Michele. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Indiciado por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, o sargento Estácio Leite da Silva Filho afirmou à Polícia Civil que inutilizou a arma do ex-presidente Jair Bolsonaro com o aval de "dona Michelle", a ex-primeira-dama. Segundo ele, o "problema" na pistola do ex-presidente foi "causado pela equipe de segurança e a família" de Bolsonaro, sendo que "todos estavam cientes da situação". Os detalhes constam do depoimento prestado pelo militar no inquérito sobre a apreensão da arma do ex-chefe do Executivo durante uma blitz no Distrito Federal. Estácio contou que foi acionado por Bolsonaro para verificar qual era o problema da arma e que retirou uma parte do armamento com o aval de Michelle. Segundo o sargento, a pistola não estava realmente danificada. Ele disse que então colocou de volta a peça da pistola, resolvendo a pane, e ficou aguardando a ex-primeira dama voltar à casa para devolver o equipamento. Michelle havia viajado para Goiânia. Assim, o sargento esperou até às 21h30 pelo retorno da mulher de Bolsonaro e foi informado que ela demoraria mais para chegar. Em razão disso, decidiu levar o armamento para casa. No trajeto, o militar foi parado em uma blitz do bafômetro, quando a arma do ex-presidente foi apreendida. Em razão do episódio, o militar foi indiciado. Segundo a Polícia Civil, o sargento tem autorização para para portar armas de fogo da Secretaria de Segurança e Coordenação Presidencial, mas carregava uma pistola "registrada em nome de terceiro, sem autorização de seu proprietário e em desacordo com as exigências legais do Estatuto do Desarmamento". Decisão do STF O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia determinado que a Procuradoria-Geral da República (PGR) opinasse se a posse de uma arma em casa seria motivo para encerrar o regime de prisão domiciliar, cujo prazo estipulado inicialmente expirou na semana passada. A PGR afirmou que seria necessário aguardar a conclusão do inquérito, o que ocorreu nesta terça. O ministro pontuou que a Lei de Execução Penal estipula que comete "falta grave" o condenado à prisão que "possuir, indevidamente, instrumento capaz de ofender a integridade física de outrem”. O ministro destacou que, durante o depoimento, Bolsonaro afirmou que não podia ficar desarmado em casa porque mora com três mulheres. De acordo com Moraes, a lei prevê condições "possibilitando a inclusão em regime disciplinar diferenciado ou a regressão no regime de cumprimento de pena, inclusive com a cessação da prisão domiciliar". Ao prestar depoimento no caso, Bolsonaro reconheceu a posse da arma em casa. Ele afirmou que pediu ajuda ao militar que posteriormente teve a arma apreendida em uma blitz no Distrito Federal ao perceber que a pistola não funcionava e necessitava de conserto. Segundo o advogado Paulo Amador da Cunha Bueno, que defende Bolsonaro, o ex-presidente ao manusear a arma "constatou a existência de defeito, razão porque solicitou a um dos seus seguranças, sargento do exército com expertise de manutenção daquele modelo, que verificasse qual problema".
Michelle deu aval para inutilizar arma de Bolsonaro, diz sargento indiciado por porte ilegal de pistola do ex-presidente
Estácio Leite da Silva Filho afirmou à Polícia Civil que 'problema' foi causado pela 'equipe de segurança e a família'







