Vendas da fabricante chinesa na Europa saltaram 270% em 2025, para quase 188 mil veículos, e mais que dobraram nos primeiros cinco meses deste ano, superando 100 mil unidades A BYD, da China, maior fabricante de veículos elétricos do mundo, está próxima de decidir pela aquisição de uma fábrica automotiva já existente na Europa para acelerar sua expansão na região, afirmou nesta quarta-feira um assessor sênior da empresa. “A decisão precisa ser tomada muito em breve”, disse Alfredo Altavilla, assessor especial da BYD para a Europa, durante a conferência Reuters Automotive Europe, em Frankfurt, referindo-se às propostas da União Europeia para regras de “Produzido na Europa”, destinadas a estimular a manufatura local. Altavilla afirmou que Espanha e França são candidatas para investimentos em ativos industriais existentes (“brownfield”), que envolvem a aquisição de uma fábrica já em operação pertencente a uma montadora tradicional, acrescentando que uma decisão deve ser anunciada em breve. “Nesta semana, temos duas equipes avaliando diferentes jurisdições, então estamos próximos”, afirmou, ao questionar a competitividade das fábricas alemãs, que também enfrentam problemas de baixa utilização da capacidade. As declarações ocorrem em um momento em que montadoras tradicionais buscam maneiras de lidar com o excesso de capacidade produtiva enquanto investem pesadamente no desenvolvimento de produtos e em tecnologias como baterias e softwares. A Stellantis detém participações majoritárias em joint ventures com as chinesas Dongfeng e Leapmotor, como parte dos esforços para ampliar a produção em fábricas localizadas na Espanha e na França. ‘É totalmente inútil’ combater a concorrência chinesa As vendas da BYD na Europa saltaram 270% em 2025, para quase 188 mil veículos, e mais que dobraram nos primeiros cinco meses deste ano, superando 100 mil unidades. A aquisição de uma fábrica já existente daria à BYD uma segunda unidade de montagem na Europa, depois da Hungria, onde a produção deve começar no quarto trimestre, reforçando o avanço das montadoras chinesas no mercado europeu. “Lutar contra essa invasão é totalmente inútil”, disse Altavilla, acrescentando que os planos da Volkswagen de intensificar os cortes de custos representam “o primeiro verdadeiro alerta” para a indústria automotiva europeia. Pressionada por tarifas, aumento de custos e concorrência cada vez mais intensa das fabricantes chinesas, a Volkswagen avalia sua maior reestruturação da história, incluindo a eliminação de 100 mil postos de trabalho e o fechamento de quatro fábricas na Alemanha, disseram fontes à Reuters na semana passada. Altavilla criticou a visão de que fabricantes chinesas que entram na Europa estariam dispostas a aceitar participações minoritárias em joint ventures enquanto fornecem suas tecnologias mais avançadas. “Isso não é coexistência. É uma violência brutal”, afirmou. — Foto: Bloomberg
BYD está perto de decidir sobre segunda fábrica na Europa, diz assessor
Vendas da fabricante chinesa na Europa saltaram 270% em 2025, para quase 188 mil veículos, e mais que dobraram nos primeiros cinco meses deste ano, superando 100 mil unidades










