O subíndice de produção subiu para a máxima em dois meses, passando de 51,3 em maio para 51,7 em junho O setor manufatureiro da zona do euro registrou seu melhor trimestre desde o início de 2022 no mês passado, com o alívio nas pressões de custos trazendo fôlego para as fábricas, mesmo com a demanda fraca por exportações tendo freado parcialmente o crescimento geral da atividade para o nível mais baixo desde fevereiro, mostrou uma pesquisa. O Índice de Gerentes de Compras (PMI) industrial da zona do euro, apurado pela S&P Global, caiu para a mínima em quatro meses, de 51,4 em junho frente aos 51,6 de maio, mas permaneceu acima do limite de 50,0 — que separa o crescimento da contração — pelo quinto mês consecutivo. O dado ficou ligeiramente acima da estimativa preliminar de 51,3. "Um novo aumento na produção manufatureira em junho reforça os sinais de uma resiliência encorajadora na economia da zona do euro", afirmou Chris Williamson, economista-chefe de negócios da S&P Global Market Intelligence. "A expansão de junho, de fato, encerra o trimestre civil mais forte para a produção industrial da zona do euro desde os primeiros meses de 2022, e deve compensar o declínio recente que vem sendo registrado na economia do setor de serviços." "Este crescimento sustentado foi acompanhado por um arrefecimento bem-vindo nas pressões de custos, refletindo em grande parte a forte queda nos preços do petróleo observada durante o mês, juntamente com a redução das preocupações com a oferta." Uma pesquisa da Reuters publicada no início de junho previa uma expansão de 0,1% da economia neste trimestre. Os novos pedidos voltaram a registrar um crescimento modesto no mês passado, após estagnarem em maio, embora o avanço tenha sido apenas marginal. As encomendas para exportação continuaram a exercer um leve peso negativo. O subíndice de produção subiu para a máxima em dois meses, passando de 51,3 em maio para 51,7 em junho. Espanha e França foram os únicos países da pesquisa a registrar quedas. O número de funcionários nas fábricas continuou a encolher, embora o ritmo de cortes de vagas tenha moderado. No quesito preços, a inflação dos custos de insumos — embora ainda elevada — caiu para o ritmo mais brando desde março, interrompendo uma sequência de pressões aceleradas que se estendia desde setembro. A inflação dos preços cobrados na saída das fábricas também cedeu e atingiu a mínima em três meses, oferecendo algum alívio aos compradores. O Banco Central Europeu (BCE) elevou as taxas de juros em junho, uma vez que a disparada dos custos de energia provocada pela guerra empurrou a inflação para cima de 3%, bem além da sua meta de 2%. A S&P Global observou que a maior parte das respostas da pesquisa foi coletada antes da assinatura do memorando de entendimento para um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã, em 17 de junho, o que significa que o impacto total sobre as cadeias de suprimentos e os custos de energia ainda não foi capturado pelos dados. A confiança empresarial subiu para a máxima em quatro meses em junho, recuperando-se ainda mais da mínima em 17 meses registrada em abril, mas o sentimento permaneceu ligeiramente abaixo da sua média histórica de longo prazo.