O diretor do Banco Central Paulo Picchetti ganhou peso na disputa para ser efetivado na diretoria de Política Econômica da autarquia. O posto é considerado chave no BC porque subsidia o Copom (Comitê de Política Monetária), instância que define o futuro da taxa básica de juros (Selic), com estudos, dados e análises de conjuntura.
Chamado de "craque e professor" pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo, Picchetti responde hoje, de forma interina, por duas diretorias do órgão após o economista Diogo Guillen encerrar seu mandato no final do ano passado sem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenha feito a indicação de um sucessor.
Desde 2024, Picchetti é diretor de Assuntos Internacionais e Gestão de Riscos Corporativos do BC. Ele foi indicado pelo ex-ministro Fernando Haddad (Fazenda) para o colegiado no primeiro ano do governo Lula.
O desempenho de Picchetti na entrevista do último Relatório de Política Monetária, documento divulgado trimestralmente pelo BC, foi considerado sólido e reforçou sua posição para seguir no cargo, de acordo com pessoas a par do tema ouvidas pela Folha. A avaliação comum foi a de que o diretor passou no "teste de estresse".
A fala do diretor, ao lado de Galípolo, contribuiu para afastar os ruídos no mercado financeiro após a divulgação do comunicado e da ata que acompanharam a decisão do Copom de reduzir a taxa de juros para 14,25% ao ano.









