O economista Arminio Fraga Neto, 68, convocado para supervisionar uma das cinco forças-tarefa que o Fed (Federal Reserve) está criando para analisar as operações do BC americano, foi presidente do Banco Central do Brasil no segundo governo FHC, exercendo o cargo de 1999 a 2002. Antes, havia sido diretor da Área Externa do BC em 1991 e 1992.
No BC, sua gestão ficou associada à transição para o câmbio flutuante e à implantação do regime de metas de inflação, em 1999, em um período de instabilidade econômica e choques externos.
Fraga irá liderar, com Mervyn King, ex-presidente do Banco da Inglaterra, e Peter R. Fisher, professor da Universidade de Washington, o grupo que analisará a comunicação do Fed sobre deliberações e decisões de política monetária em meio à incerteza.
Nascido em uma família de médicos, seguiu a carreira de economista estimulado pelos professores que reformularam o Departamento de Economia da PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro), no final dos anos 1970.
Fraga completou o mestrado na PUC-Rio em um ano e meio, e seguiu para o programa de doutorado na Universidade de Princeton, onde teve entre seus professores renomados economistas como John Taylor, William Branson, Peter Kenen, Alan Blinder, Joseph Stiglitz e Avinash Dixit.






