A volta da magreza extrema como padrão estético, que teve seu auge nos anos 1990 com a modelo britânica Kate Moss, não afeta apenas meninas jovens, mas também mulheres mais velhas. Celebridades como as atrizes Olivia Wilde, 42, Nicole Kidman, 59, e Demi Moore, 63, têm aparecido com corpos cada vez menores nos tapetes vermelhos.
O problema é que correr atrás de um corpo esquálido a partir dos 40 anos aumenta ainda mais o risco de problemas que tendem a aparecer com o envelhecimento, como perda de massa magra e força muscular, desnutrição e osteoporose, especialmente quando a dieta é inadequada.
No Brasil, as mulheres com idade média de 47 anos são justamente as maiores consumidoras de canetas emagrecedoras, segundo levantamento feito neste ano pela Folha a partir dos dados do SNGPC (Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados).
E são muitos os fatores que contribuem para que esse público recorra a remédios para emagrecer sem indicação médica ou à autoprivação de alimentos na busca por um corpo mais magro. Segundo Fábio Salzano, psiquiatra e vice-coordenador do Programa de Transtornos Alimentares do IPq (Instituto de Psiquiatria da USP), trata-se de um período de vulnerabilidade, com mudanças físicas e sociais.









