Da redistribuição de gordura à redução da massa muscular, especialista explica as transformações que acompanham essa etapa da vida e impactam a saúde feminina Luana Piovani, Luiza Brunet e Angélica — Foto: Divulgação TV Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 04/06/2026 - 07:42 Celebridades e especialista debatem impactos da menopausa no corpo feminino Celebridades como Angélica, Luana Piovani e Luiza Brunet discutem os efeitos da menopausa no corpo, destacando mudanças como redistribuição de gordura e perda muscular. A endocrinologista Patricia Gracitelli explica que a queda de estrogênio altera o metabolismo, complicando a manutenção do peso. Ela alerta contra dietas restritivas e sugere foco em saúde, com exercícios e alimentação equilibrada. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Quando Angélica contou que precisou rever sua relação com o próprio corpo após a menopausa, ela deu voz a uma experiência compartilhada por muitas mulheres. Antes dela, Luana Piovani e Luiza Brunet também falaram sobre transformações que surgiram com a chegada dessa fase da vida: sensação de inchaço, alterações hormonais, acúmulo de gordura em regiões antes pouco afetadas e a impressão de que os velhos hábitos já não produzem os mesmos resultados. Embora os relatos de celebridades ajudem a ampliar a conversa sobre o tema, a questão está longe de se restringir aos holofotes. À medida que a menopausa ganha espaço no debate público, cresce também uma dúvida recorrente nos consultórios: por que o peso parece mais difícil de controlar depois dos 50 anos? A resposta passa por uma série de alterações fisiológicas que acompanham a queda dos níveis de estrogênio. Isso não significa que o ganho de peso seja inevitável, mas explica por que estratégias que funcionavam em outras etapas da vida muitas vezes deixam de surtir o mesmo efeito. O organismo passa a responder de maneira diferente aos estímulos, influenciando desde o gasto energético até a forma como a gordura é armazenada. Segundo a endocrinologista Patricia Gracitelli, especialista em medicina do estilo de vida, um dos equívocos mais comuns é atribuir essas transformações exclusivamente à falta de disciplina. "Muitas mulheres acreditam que perderam o controle ou que estão fazendo algo errado. No entanto, existem mudanças hormonais concretas que afetam a composição corporal, o sono, o apetite e o funcionamento metabólico. É importante compreender esse contexto antes de buscar soluções", explica. Entre os fatores que ajudam a entender essa nova dinâmica está a redução gradual da massa muscular, processo natural do envelhecimento que tende a se intensificar após a menopausa. Como o tecido muscular consome mais energia do que o tecido adiposo, sua diminuição interfere diretamente no gasto calórico diário. Na prática, o corpo passa a necessitar de menos energia para desempenhar as mesmas funções, tornando mais difícil manter o peso estável. Outro aspecto frequentemente negligenciado é a qualidade do sono. Ondas de calor, despertares durante a madrugada e episódios de insônia figuram entre as queixas mais comuns nesse período e podem desencadear uma cascata de efeitos sobre a saúde. Dormir mal está associado a alterações nos mecanismos que regulam fome e saciedade, além de prejudicar o controle da glicose e favorecer o aumento do estresse. A redistribuição da gordura corporal também costuma ser motivo de incômodo. Muitas mulheres relatam o aparecimento de volume na região abdominal mesmo sem mudanças significativas na alimentação ou na rotina. De acordo com a especialista, esse fenômeno está relacionado à redução do estrogênio, que modifica a forma como o organismo passa a armazenar gordura. Mais do que uma questão estética, essa concentração abdominal merece atenção por estar associada a um maior risco cardiovascular e ao desenvolvimento de resistência à insulina. Diante dessas transformações, a busca por soluções rápidas costuma levar muitas mulheres a dietas extremamente restritivas. O problema é que, nesse momento da vida, reduzir calorias de forma drástica pode agravar a perda de massa muscular e comprometer ainda mais o equilíbrio metabólico. Para Patricia, o foco não deve estar apenas na balança. "O objetivo precisa ser preservar músculos, melhorar a composição corporal e promover saúde. Emagrecimento saudável envolve alimentação adequada, prática de exercícios de força, sono de qualidade e acompanhamento individualizado", destaca. ELA INSPIRA 2025: Beleza limpa, violência doméstica, adolescência e menopausa foram temas das mesas na terceira edição do evento 1 de 22 Os três colunistas da ELA, Luana Génot, Bruno Astuto e Martha Medeiros, participam de papo mediado por Joana Dale — Foto: Daniel Ramalho 2 de 22 Luana Génot e Bruno Astuto: processo criativo — Foto: Daniel Ramalho X de 22 Publicidade 22 fotos 3 de 22 Martha Medeiros — Foto: Daniel Ramalho 4 de 22 Joana Dale na mesa dos colunistas — Foto: Daniel Ramalho X de 22 Publicidade 5 de 22 A editora-executiva do jornal O Globo, Flávia Barbosa, liderou a mesa "TIM: Como combater a violência de gênero em suas diferentes formas" — Foto: Daniel Ramalho 6 de 22 Rosiska Darcy — Foto: Daniel Ramalho X de 22 Publicidade 7 de 22 A VP - HR Director da TIM Brasil, Maria Antonietta Russo — Foto: Daniel Ramalho 8 de 22 A mesa "TIM: Como combater a violência de gênero em suas diferentes formas" — Foto: Daniel Ramalho X de 22 Publicidade 9 de 22 A cofundadora e Vice-Presidente do Instituto Maria da Penha, Regina Celia Barbosa — Foto: Daniel Ramalho 10 de 22 "Care Natural Beauty: Beleza consciente não é marketing" foi a terceira mesa do dia — Foto: Daniel Ramalho X de 22 Publicidade 11 de 22 A co-founder da CARE Natural Beauty, Luciana Navarro — Foto: Daniel Ramalho 12 de 22 Vanessa Rozan — Foto: Daniel Ramalho X de 22 Publicidade 13 de 22 A quarta mesa: "Firjan SESI: Empreendedorismo Social e geração de renda para mulheres" — Foto: Daniel Ramalho 14 de 22 A quarta mesa: "Firjan SESI: Empreendedorismo Social e geração de renda para mulheres" — Foto: Daniel Ramalho X de 22 Publicidade 15 de 22 A conversa "Adolescência, bullying e misoginia: como proteger nossos filhos" — Foto: Daniel Ramalho 16 de 22 A escritora e especialista em trauma Ediane Ribeiro — Foto: Daniel Ramalho X de 22 Publicidade 17 de 22 Plateia lotada — Foto: Daniel Ramalho 18 de 22 A juíza titular da Vara da Infância e Juventude do Rio de Janeiro, Vanessa Cavalieri — Foto: Daniel Ramalho X de 22 Publicidade 19 de 22 A penúltima mesa do dia: "HPV é coisa séria: educação sexual e prevenção" — Foto: Daniel Ramalho 20 de 22 Fátima Bernardes — Foto: Daniel Ramalho X de 22 Publicidade 21 de 22 Claudia Raia e Marina Caruso fecharam o dia: "Menopower" — Foto: Daniel Ramalho 22 de 22 Marina Caruso e Claudia Raia: Menopower — Foto: Daniel Ramalho X de 22 Publicidade Celebridades e especialistas participaram das rodas de conversa Isso porque a menopausa não segue um roteiro único. Enquanto algumas mulheres observam aumento de peso, outras percebem alterações na distribuição de gordura, fadiga persistente ou retenção de líquidos. A intensidade dos sintomas varia conforme fatores genéticos, histórico clínico, estilo de vida e condições metabólicas pré-existentes. Nesse cenário, especialistas defendem uma abordagem personalizada, capaz de considerar o conjunto de aspectos que influenciam a saúde feminina. Mais do que perseguir padrões estéticos ou resultados imediatos, a proposta é compreender as necessidades do corpo em uma nova etapa da vida, com foco em bem-estar, autonomia e qualidade de envelhecimento.
Angélica, Luana Piovani e Luiza Brunet falaram sobre isso: o que a menopausa faz com o peso
Da redistribuição de gordura à redução da massa muscular, especialista explica as transformações que acompanham essa etapa da vida e impactam a saúde feminina







