A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro se reuniu nesta terça-feira (30) com o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e fez um novo apelo pela prorrogação do período de prisão domiciliar.

O advogado Paulo Cunha Bueno afirmou nas redes sociais que Moraes ouviu "com muita urbanidade" os argumentos sobre o estado de saúde do ex-presidente e as explicações a respeito da arma de Bolsonaro, apreendida com um de seus seguranças durante uma blitz, no dia 15 de junho.

"Tenho que os argumentos trazidos, sobre ambos os tópicos a serem apreciados, são relevantes e encontram-se com fundamentos bastantes para a manutenção do regime domiciliar", escreveu o advogado.

Passados os 90 dias da prisão domiciliar, familiares e aliados do ex-presidente dizem esperar a prorrogação. Como mostrou a Folha, Moraes estava inicialmente disposto a renovar o prazo, mas a apreensão da arma acendeu um alerta no ministro.

Em despacho assinado na semana passada, Moraes disse que o episódio da arma pode ensejar "a cessação da prisão domiciliar". A PGR (Procuradoria-Geral da República), entretanto, disse não ver, até aqui, uma falta disciplinar e falou em aguardar o desenrolar das investigações da Polícia Civil do DF.