Talvez seja um túnel, um portal, ainda busco a palavra certa para definir o que acontece quando mergulho em um tema para escrever um livro novo.

Estou pesquisando a história de um hospital psiquiátrico que fechou as portas e foi demolido. De tudo que pude apurar, ficou uma pergunta: para onde foram os homens e mulheres que estavam internados e não tinham vínculos familiares nem casa para onde voltar?

Consegui uma entrevista com uma terapeuta ocupacional que trabalhou não só neste hospital, mas em outros. Foi uma conversa de duas horas que mudou a minha vida, pois ela me deu a resposta: os pacientes que sobraram estão, até hoje, em uma residência terapêutica da Prefeitura de Fortaleza.

São idosos, alguns nunca souberam nem o próprio nome, a maioria não tem familiares conhecidos. Certamente ficarão nesta casa para sempre, seja quanto for o sempre de cada um.

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