O início da reunião da categoria já tinha sido marcado por muita confusão após uma primeira votação determinar o estado de greve. Pela primeira proposta aprovada, os trabalhadores voltariam a trabalhar na quarta-feira (1) sem descontar os dias parados. No entanto, uma segunda votação foi feita e determinou que a greve está mantida. Durante a discussão, ovos foram jogados e o carro sindical foi cercado. Parte dos rodoviários estava insatisfeita com o posicionamento do presidente do sindicato. Depois da votação, ônibus foram vandalizados no Centro do Rio. Em ao menos cinco coletivos, os passageiros foram expulsos e os veículos depredados, com retrovisores quebrados. Rodoviários protestam após tumulto durante assembleia — Foto: Reprodução/GloboNews O presidente sindical disse que essa era uma iniciativa de parte dos trabalhadores, mas não do sindicato. Às 13h35, a manifestação seguia no sentido Tribunal de Justiça e ia para o Terminal Gentileza. A assembleia que determinou a continuação da greve foi convocada depois que uma audiência de conciliação terminou sem uma proposta do Rio Ônibus, o sindicato patronal. Rodoviários cercam carro de som em tumulto durante assembleia — Foto: Reprodução/GloboNews Os representantes dos rodoviários pedem: Reajuste de 17%Piso salarial de R$ 5 mil para motoristas do BRTR$ 4 mil para os demais motoristas Vale alimentação de R$ 1 mil Plano de saúdeMudanças na escala de trabalho e jornada de 7h30 Durante a audiência, o presidente do Rio Ônibus ofereceu 4,39% de reajuste, e que não haverá contraproposta, citando dificuldades financeiras e a perda de subsídios que impedem um reajuste maior. O Sindicato dos Trabalhadores chegou a propor uma divisão do reajuste, com 8% imediatamente e 8,3% em novembro deste ano. A proposta não foi aceita pelo sindicato patronal, que pediu uma trégua até a próxima segunda-feira (6) sem nada em troca aos trabalhadores, quando uma nova reunião está marcada. 1,4 mil ônibus nas ruas O Rio Ônibus, sindicato que representa as viações que operam no Município, afirmou no início da manhã desta terça que 1.400 coletivos saíram para circular. Prefeitura queria 80% da frota Em entrevista ao Bom Dia Rio, o prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) afirmou que o município havia defendido na Justiça que os rodoviários mantivessem 80% da frota nas ruas. “A gente tem visto que 50% já era um efetivo muito baixo e sequer foi cumprido. Não chegamos a 30% de operação por parte dos ônibus comuns, e o nosso pleito é que a gente tenha pelo menos 80% do serviço garantido.” “O funcionamento do BRT em cerca de 70% permite que a gente tenha uma vazão maior dessas pessoas, mas o sistema de alimentação, feito pelos ônibus comuns da cidade, infelizmente, mais uma vez, não chegou sequer a um terço do que estava previsto”, emendou. “Eu quero lembrar que essa negociação é entre os sindicatos: o patronal e o dos trabalhadores. O papel da prefeitura tem sido exclusivamente pedir à Justiça que o mínimo de funcionamento do serviço seja garantido para a população, para que a gente possa minimizar os impactos”, disse.
Greve dos rodoviários no Rio: ônibus são depredados após assembleia | G1
Greve dos rodoviários no Rio é mantida após assembleia com confusão, ataques a carro do sindicato e depredação de ônibus por trabalhadores insatisfeitos com as propostas.












