Rio Ônibus informou que há 1.400 ônibus circulando — o mínimo previsto era de 1.600, que corresponde a 50% da frota 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Segundo dia de greve dos Rodoviários no Rio de Janeiro. Ônibus lotado no Terminal Gentileza — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 30/06/2026 - 14:06 Greve dos Rodoviários no RJ: Audiência Sem Acordo Prolonga Crise A greve dos rodoviários no Rio de Janeiro continua após audiência de conciliação sem acordo. Com apenas 1.400 ônibus circulando, abaixo do mínimo de 1.800 exigido, passageiros enfrentam dificuldades, como filas e veículos lotados. A prefeitura recomenda usar metrô, trens e barcas. Uma nova audiência está marcada para segunda-feira. Rodoviários pedem melhores salários e condições de trabalho. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Após a audiência de conciliação entre os rodoviários e as empresas terminar sem acordo, os funcionários mantiveram a greve. Segundo o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1), um novo encontro foi marcado para a próxima segunda-feira (6). Trabalhadores rejeitaram o fim da paralisação após uma confusão na assembleia que decidiu por manter a paralisação. Passageiros foram retirados de ônibus depredados no Centro. Pela manhã, passageiros voltaram a enfrentar dificuldades para se deslocar nas primeiras horas desta terça-feira, segundo dia da greve dos motoristas de ônibus do Rio de Janeiro. O Centro de Operações de Resiliência (COR), da prefeitura, orienta a população para dar preferência ao deslocamento por metrô, trens e barcas, serviços que operam normalmente. O Rio Ônibus informou que há 1.400 ônibus circulando — o mínimo previsto era de 1.800, que corresponde a 50% da frota. Segundo o sindicato, esse número representa mais do que o dobro em relação ao mesmo horário desta segunda-feira. Durante a madrugada não houve novos registros de vandalismo. Dezenas de pessoas no ponto de ônibus em São Cristóvão — Foto: Fabiano Rocha/Agência O Globo Ainda conforme o Rio Ônibus, os consórcios reforçam o apelo para que todos os motoristas e rodoviários compareçam às garagens, cumprindo a decisão judicial que determina a operação de pelo menos 50% da frota. 'A pessoa é amassada e humilhada', diz passageiro ao tentar entrar em ônibus lotado Queixas continuam Enquanto isso, as queixas continuam. Em uma publicação, uma usuária afirmou que não encontrou nenhum veículo da linha de que precisava. Segundo dia de greve dos rodoviários do Rio 1 de 11 Ponto de ônibus lotado em Bonsucesso — Foto: Fabiano Rocha/Agência O Globo 2 de 11 Terminal Gentileza lotado — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo X de 11 Publicidade 11 fotos 3 de 11 Segundo dia de greve dos rodoviários — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo 4 de 11 Dezenas de pessoas no ponto de ônibus em São Cristóvão — Foto: Fabiano Rocha/Agência O Globo X de 11 Publicidade 5 de 11 Fila de passageiros no Terminal Gentileza — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo 6 de 11 Segundo dia da greve dos Rodoviários no Rio de Janeiro - Passageiros embarcam no ônibus lotado no ponto em São Cristóvão — Foto: Marcia Foletto / Agência O Globo X de 11 Publicidade 7 de 11 Filas no Terminal Gentileza — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo 8 de 11 Terminal Gentileza com filas — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo X de 11 Publicidade 9 de 11 Segundo dia de greve dos rodoviários — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo 10 de 11 Segundo dia de greve dos rodoviários — Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo X de 11 Publicidade 11 de 11 Segundo dia de greve dos Rodoviários no Rio de Janeiro. Ônibus lotado no Terminal Gentileza — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo "Nunca passei pela a greve de ônibus e de fato não tem uma unidade do ônibus que eu preciso. Detalhe, só posso pegar um", escreveu. Outro usuário relatou falta de ônibus em Realengo: "Mais um dia de greve de ônibus e literalmente não passa 1 linha. Aqui em Realengo os pontos lotados". Às 5h22, um usuário relatou confusão entre rodoviários: "Pau quebrando dentro do ônibus, uma rapaziada de greve outros querendo trabalhar e eu aqui igual uma sardinha dentro da lata". Na Avenida Brasil, os pontos de ônibus no sentido Centro já estavam lotados de passageiros antes das 6h. Na passarela 9, altura de Bonsucesso, na Zona Norte, dezenas de pessoas se concentravam num deles. No ponto em frente à Fiocruz, na passarela 6 da via expressa, os passageiros esperavam a mais de 50 minutos pelo ônibus da linha 483. Segundo quem estava no ponto, o coletivo costuma passar de 20 em 20 minutos. – Só passaram dois ônibus lotados, que não deu nem para entrar. Hoje está complicado — disse uma passageira. Passageiros tentam embarcar num ônibus — Foto: Márcia Foletto/Agência O Globo No Terminal Gentileza, as filas se multiplicavam — passageiros pensavam em desistir de ir para o trabalho. — Está mais fácil desistir de ir para o trabalho, pois não sei se vou chegar a tempo de bater o ponto — disse uma passageira na terceira fila que se formou para o ônibus da linha 606 e SV606. — Eu não vou conseguir chegar no trabalho. E até o BRT está difícil, só está tendo o rápido – contou ela, que não quis se identificar. O prefeito Eduardo Cavaliere orientou a população para optar por trens, metrôs ou barcas para se deslocar: — Quem mora próximo ao metrô, ao trem e às barcas, eles são uma alternativa do sistema de ônibus comuns, que está com funcionamento irregular. Então quem puder optar por esses modais, certamente não vai ter qualquer intercorrência. No caso dos BRTs, a mensagem aos cariocas é que os BRTs estão funcionando com 70% da sua frota. Isso está dando vazão, claro que não é o ideal, não é o tempo de intervalo ideal. A gente não tem o mesmo serviço expresso funcionando com a mesma frequência que tem num dia comum, mas para um dia como hoje, que é um dia atípico, os BRTs estão funcionando dentro do aceitável, afinal, 70% da frota é garantida circulando — afirmou, em entrevista ao "Bom dia Rio", da TV Globo. Ele criticou o não cumprimento da determinação da justiça por parte de empresas e rodoviários: — Agora, infelizmente, os ônibus comuns, mais uma vez, sem cumprir a decisão judicial, e o que a gente defende sempre aqui, é importante dizer isso para os cariocas, é que a gente cumpre as decisões judiciais, e a gente espera que não só a decisão seja cumprida, como não cumprimento da decisão judicial, também tenha consequências. Reforço nos trens e no metrô A TrensRJ informou que preparou uma operação especial com reforço na oferta de viagens em todo o sistema nesta terça-feira, em função da greve. Segundo a concessionária, ao longo do dia, serão disponibilizadas 30 viagens extras além da grade convencional, com redução dos intervalos entre trens nos horários de maior demanda, especialmente nos períodos da manhã e da tarde. A operação contará ainda com reforço das equipes de estações, segurança, manutenção e monitoramento operacional, com atuação dedicada para orientação e suporte aos clientes durante todo o período de maior fluxo. A TrensRJ afirmou que monitora a movimentação nas estações em tempo real e poderá realizar ajustes operacionais adicionais, caso necessário, para garantir maior fluidez e segurança na operação. Veja como está a circulação nos ramais: Ramal Japeri - intervalo médio de 8 minutosRamal Santa Cruz - intervalo médio de 9 minutosRamal Deodoro - intervalo médio de 8 minutosRamal Saracuruna - Gramacho x Central do Brasil com intervalo médio de 12 minutos; Saracuruna x Gramacho com intervalo médio de 30 minutos Ramal Belford Roxo - intervalo médio de 15 minutos O MetrôRio informou que segue com a operação reforçada nesta terça-feira. BRT A MOBI-Rio informou que nesta terça-feira, às 6h, o sistema BRT registrou um aumento de 26% da frota em sua operação em comparação à segunda-feira. Segundo a companhia, nos horários de pico de segunda-feira a frota atingiu 68% do plano operacional previsto. Segundo a Mobi-Rio, dos 541 articulados que costumam circular neste horário, há 361 nas ruas. Esse número representa 67% da operação programada. Os rodoviários reivindicam piso salarial de R$ 4 mil para motoristas de ônibus convencionais, R$ 5 mil para condutores de ônibus articulados, aumento no vale-alimentação e adoção da jornada de trabalho na escala 5x2. No sábado, o TRT-1 reconheceu a legalidade da greve e negou o pedido do Rio Ônibus para declarar a paralisação ilegal. A desembargadora Maria Helena Motta determinou que pelo menos 50% da frota de cada linha permaneça em circulação e fixou multa de R$ 50 mil para ambos os sindicatos em caso de descumprimento da decisão. A magistrada também proibiu as empresas de contratar motoristas temporários para enfraquecer o movimento e de demitir funcionários que aderirem à greve. O pedido para impedir descontos salariais será analisado posteriormente. — O direito de greve é garantia constitucional de extrema relevância, contudo deve coexistir harmoniosamente com a continuidade das atividades essenciais indispensáveis ao atendimento das necessidades da comunidade. O transporte público urbano funciona como um serviço de suporte básico e sua interrupção integral inviabilizaria o deslocamento dos cidadãos e comprometeria o funcionamento de outros setores vitais, tais como hospitais, escolas e serviços de segurança pública (...) A extensão geográfica e a densidade demográfica do Município do Rio de Janeiro exigem um patamar de contingência superior (aos 30%) para evitar o colapso completo da mobilidade urbana — afirmou a desembargadora.