Rio Ônibus informou que há cerca de 1.150 ônibus circulando — o mínimo previsto era de 1.600, que corresponde a 50% da frota 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ponto de ônibus lotado em Bonsucesso — Foto: Fabiano Rocha/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 30/06/2026 - 05:58 Greve de Rodoviários no Rio: Caos e Esperança de Mediação Hoje Passageiros enfrentam dificuldades no transporte público do Rio de Janeiro devido à greve dos rodoviários, que entra no segundo dia. Relatos nas redes sociais indicam falta de ônibus e pontos lotados. Uma audiência de mediação entre o Sindicato dos Rodoviários e o Rio Ônibus está marcada para hoje no TRT-1, com esperanças de resolver o impasse. A Justiça determinou que 50% da frota opere, mas problemas persistem. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Passageiros voltaram a relatar dificuldades para se deslocar nas primeiras horas desta terça-feira, segundo dia da greve dos motoristas de ônibus do Rio de Janeiro. Nas redes sociais, usuários afirmaram que enfrentaram falta de coletivos e pontos lotados, enquanto rodoviários e empresários se preparam para uma audiência de mediação marcada para as 11h no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1), na tentativa de encerrar a paralisação. O Centro de Operações de Resiliência (COR), da prefeitura, orienta a população para dar preferência ao deslocamento por metrô, trens e barcas, serviços que operam normalmente. O Rio Ônibus informou que há cerca de 1.150 ônibus circulando — o mínimo previsto era de 1.800, que corresponde a 50% da frota. Segundo o sindicato, esse número representa mais do que o dobro em relação ao mesmo horário desta segunda-feira. Durante a madrugada não houve novos registros de vandalismo. Ainda conforme o Rio Ônibus, os consórcios reforçam o apelo para que todos os motoristas e rodoviários compareçam às garagens, cumprindo a decisão judicial que determina a operação de pelo menos 50% da frota. Queixas continuam Enquanto isso, as queixas continuam. Em uma publicação, uma usuária afirmou que não encontrou nenhum veículo da linha de que precisava. "Nunca passei pela a greve de ônibus e de fato não tem uma unidade do ônibus que eu preciso. Detalhe, só posso pegar um", escreveu. Outro usuário relatou falta de ônibus em Realengo: "Mais um dia de greve de ônibus e literalmente não passa 1 linha. Aqui em Realengo os pontos lotados". Imagens compartilhadas nas redes sociais também mostram pontos de ônibus lotados em diferentes regiões da cidade. Às 5h22, um usuário relatou confusão entre rodoviários: "Pau quebrando dentro do ônibus, uma rapaziada de greve outros querendo trabalhar e eu aqui igual uma sardinha dentro da lata". Na Avenida Brasil, os pontos de ônibus no sentido Centro já estavam lotados de passageiros antes das 6h. Na passarela 9, altura de Bonsucesso, na Zona Norte, dezenas de pessoas se concentravam num deles. No ponto em frente à Fiocruz, na passarela 6 da via expressa, os passageiros esperavam a mais de 50 minutos pelo ônibus da linha 483. Segundo quem estava no ponto, o coletivo costuma passar de 20 em 20 minutos. – Só passaram dois ônibus lotados, que não deu nem para entrar. Hoje está complicado — disse uma passageira. No Terminal Gentileza, as filas se multiplicavam — passageiros pensavam em desistir de ir para o trabalho. — Está mais fácil desistir de ir para o trabalho, pois não sei se vou chegar a tempo de bater o ponto — disse uma passageira na terceira fila que se formou para o ônibus da linha 606 e SV606. — Eu não vou conseguir chegar no trabalho. E até o BRT está difícil, só está tendo o rápido – contou ela, que não quis se identificar. Reforço nos trens A TrensRJ informou que preparou uma operação especial com reforço na oferta de viagens em todo o sistema nesta terça-feira, em função da greve. Segundo a concessionária, ao longo do dia, serão disponibilizadas 30 viagens extras além da grade convencional, com redução dos intervalos entre trens nos horários de maior demanda, especialmente nos períodos da manhã e da tarde. A operação contará ainda com reforço das equipes de estações, segurança, manutenção e monitoramento operacional, com atuação dedicada para orientação e suporte aos clientes durante todo o período de maior fluxo. A TrensRJ afirmou que monitora a movimentação nas estações em tempo real e poderá realizar ajustes operacionais adicionais, caso necessário, para garantir maior fluidez e segurança na operação. Veja como está a circulação nos ramais: Ramal Japeri - intervalo médio de 8 minutosRamal Santa Cruz - intervalo médio de 9 minutosRamal Deodoro - intervalo médio de 8 minutosRamal Saracuruna - Gramacho x Central do Brasil com intervalo médio de 12 minutos; Saracuruna x Gramacho com intervalo médio de 30 minutos Ramal Belford Roxo - intervalo médio de 15 minutos BRT A MOBI-Rio informou que nesta terça-feira, às 6h, o sistema BRT registrou um aumento de 26% da frota em sua operação em comparação à segunda-feira. Segundo a companhia, nos horários de pico de segunda-feira a frota atingiu 68% do plano operacional previsto. Audiência pode definir rumos da greve A principal expectativa para esta terça-feira é a audiência de mediação entre o Sindicato dos Rodoviários e o Rio Ônibus, marcada para as 11h no TRT-1. Após a reunião, o Sindicato dos Rodoviários convocou uma assembleia da categoria para as 11h30, em frente ao tribunal. A expectativa é que as negociações resultem em uma proposta de acordo que possa encerrar a greve. O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, afirmou que a categoria manterá a paralisação até a realização da audiência. — Esperamos sinceramente que amanhã o TRT já defina essa situação para que os usuários não continuem sendo prejudicados. O fato de a Justiça considerar a legalidade da greve é de grande importância e uma grande vitória para a categoria, pois reconhece as dificuldades que os trabalhadores do setor vêm sofrendo durante todos esses anos, com salários defasados, terminais sem banheiros e bebedouros e com o aumento da violência — afirmou. O dirigente também disse que, até o momento, o sindicato não recebeu retorno das empresas sobre as reivindicações apresentadas. Os rodoviários reivindicam piso salarial de R$ 4 mil para motoristas de ônibus convencionais, R$ 5 mil para condutores de ônibus articulados, aumento no vale-alimentação e adoção da jornada de trabalho na escala 5x2. No sábado, o TRT-1 reconheceu a legalidade da greve e negou o pedido do Rio Ônibus para declarar a paralisação ilegal. A desembargadora Maria Helena Motta determinou que pelo menos 50% da frota de cada linha permaneça em circulação e fixou multa de R$ 50 mil para ambos os sindicatos em caso de descumprimento da decisão. A magistrada também proibiu as empresas de contratar motoristas temporários para enfraquecer o movimento e de demitir funcionários que aderirem à greve. O pedido para impedir descontos salariais será analisado posteriormente. — O direito de greve é garantia constitucional de extrema relevância, contudo deve coexistir harmoniosamente com a continuidade das atividades essenciais indispensáveis ao atendimento das necessidades da comunidade. O transporte público urbano funciona como um serviço de suporte básico e sua interrupção integral inviabilizaria o deslocamento dos cidadãos e comprometeria o funcionamento de outros setores vitais, tais como hospitais, escolas e serviços de segurança pública (...) A extensão geográfica e a densidade demográfica do Município do Rio de Janeiro exigem um patamar de contingência superior (aos 30%) para evitar o colapso completo da mobilidade urbana — afirmou a desembargadora. *Estagiária sob supervisão de Leila Youssef
Passageiros voltam a relatar falta de ônibus e pontos lotados em segundo dia de greve dos rodoviários no Rio
Rio Ônibus informou que há cerca de 1.150 ônibus circulando — o mínimo previsto era de 1.600, que corresponde a 50% da frota













