Moscou (EFE).- O Kremlin admitiu nesta terça-feira que não descarta a possibilidade de importar hidrocarbonetos diante da escassez de gasolina e diesel em todo o país, provocada pelos ataques sistemáticos da Ucrânia contra refinarias russas, embora continue negando um déficit de combustível.

«Se forem alcançados acordos (sobre o fornecimento de combustível para a Rússia) a preços razoáveis, isso acontecerá», respondeu o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, em sua coletiva de imprensa diária por telefone.

No entanto, as autoridades russas ainda não admitem que se trata de uma crise por falta de abastecimento de combustível, provocada pelos constantes ataques ucranianos contra a indústria petrolífera e a infraestrutura logística do país, e afirmam que a situação se deve a um aumento repentino da demanda.

Esta medida «seria mais um passo em direção à estabilização do mercado, que tem como objetivo reduzir o aumento repentino da demanda», explicou Peskov.

O porta-voz lembrou que, no domingo, o presidente russo, Vladimir Putin, realizou uma reunião para tratar deste problema que atinge mais de 80 regiões do país, onde os postos de combustíveis impuseram restrições de atendimento aos clientes.