Putin afirmou que ataques se tratam de uma tentativa de desestabilizar a sociedade e pediu ao governo que adote medidas adicionais para compensar suas consequências Veículos formam fila para abastecer em um posto de gasolina da Rosneft, enquanto, segundo autoridades locais, alguns postos regionais enfrentam escassez de gasolina devido a cortes na produção de grandes refinarias, em meio ao conflito entre Rússia e Ucrânia em Rostov-on-Don, Rússia , 23 de junho de 2026 — Foto: REUTERS/Sergey Pivovarov A Rússia está considerando importar combustíveis para amenizar os problemas de abastecimento de gasolina e diesel provocados pelos ataques da Ucrânia a refinarias de petróleo. A informação foi divulgada nesta terça-feira (23) pelo jornal Vedomosti, citando duas fontes não identificadas. O presidente russo, Vladimir Putin, também comentou pela primeira vez os recentes ataques da Ucrânia contra infraestrutura civil, incluindo a refinaria de petróleo de Moscou, afirmando que se tratam de uma tentativa de desestabilizar a sociedade. Ele também pediu ao governo que adote medidas adicionais para compensar as consequências dos ataques. Diversas regiões da Rússia, terceiro maior produtor mundial de petróleo bruto, relataram restrições à venda de combustíveis, aumento dos preços dos derivados e longas filas em postos de abastecimento. A Rússia normalmente exporta diversos derivados de petróleo, além do petróleo bruto. Os ataques ucranianos às suas refinarias, porém, a obrigaram a proibir as exportações de gasolina e combustível de aviação. O jornal Vedomosti informou que a possibilidade de importação foi discutida em uma reunião presidida pelo vice-primeiro-ministro Alexander Novak na segunda-feira. Duas fontes do setor disseram à Reuters que subsídios aos combustíveis importados também foram considerados, com o objetivo de limitar os preços, um tema sensível para a população e um fator indesejado de pressão inflacionária. O gabinete de Novak não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Prédios residenciais à noite durante um apagão temporário, que as autoridades locais disseram ter sido causado por problemas técnicos na rede elétrica da península, em meio ao conflito entre Rússia e Ucrânia, na cidade turística de Yevpatoriya, no Mar Negro, Crimeia , 23 de junho de 2026 — Foto: REUTERS/Alexey Pavlishak Crimeia endurece restrições à vida pública A cidade de Sebastopol, na Crimeia controlada pela Rússia, informou que restringiu o horário de funcionamento do transporte público, de lojas, cafés e da iluminação pública, além de proibir eventos de massa ao ar livre, somando-se às limitações na venda de combustíveis já anunciadas anteriormente. Mikhail Razvozhayev, governador instalado pela Rússia em Sebastopol, sede da Frota do Mar Negro, anunciou na noite de segunda-feira a adoção de “medidas temporárias obrigatórias”, incluindo o encerramento do transporte público às 22h e o fechamento de grandes lojas e cafés às 20h. A iluminação pública também foi reduzida. Anzhelika, moradora da maior cidade da Crimeia, que forneceu apenas o primeiro nome, disse que as medidas são positivas para a segurança pública. “Quanto à iluminação pública, acho que é a decisão correta. A proteção da cidade vem em primeiro lugar”, afirmou. A produção russa de gasolina na semana passada ficou cerca de 25% abaixo da média diária registrada em junho de 2025, disseram fontes do setor. Segundo dados da Lseg e fontes do mercado, as exportações marítimas russas de derivados de petróleo caíram cerca de 15% na primeira metade de junho em comparação com a primeira quinzena de maio, devido a manutenções não programadas em refinarias após repetidos ataques com drones. Na semana passada, quatro fontes do setor afirmaram que a Rússia se preparava para importar combustíveis por via marítima em junho, numa tentativa de administrar a escassez de gasolina.
Rússia avalia importar combustíveis após ataques da Ucrânia
Putin afirmou que ataques se tratam de uma tentativa de desestabilizar a sociedade e pediu ao governo que adote medidas adicionais para compensar suas consequências
















