Genebra (EFE).- O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), que está coordenando a resposta em relação à proteção e aos abrigos para os desabrigados pelos terremotos na Venezuela, afirmou nesta terça-feira que a situação humanitária nas áreas afetadas «se deteriorou rapidamente».

A agência informou que há «uma grave escassez de alimentos, o colapso dos serviços básicos e um aumento dos riscos de proteção para a população deslocada».

O organismo indicou que as primeiras avaliações em campo – realizadas nos últimos dias 26 e 27 nos estados de La Guaira, Distrito Capital, Miranda, Aragua e Carabobo – confirmam um aumento da vulnerabilidade da população deslocada.

Segundo os dados atualizados, cerca de 16.000 pessoas foram afetadas de tal forma que precisaram procurar um local alternativo para viver, embora nem todas tenham conseguido e precisem permanecer nas ruas.

«Metade das pessoas avaliadas está abrigada em casas de parentes ou vizinhos, enquanto 39% permanecem em ruas e espaços públicos, e o restante em igrejas, escolas ou instalações improvisadas que não cumprem os padrões mínimos de proteção, privacidade ou higiene», afirmou em Genebra a porta-voz do ACNUR, Carlotta Wolf.