A dívida bruta do Brasil subiu mais do que o esperado em maio em meio à taxa de juros elevada e o déficit do setor público consolidado foi pior do que a expectativa, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira (30).

A dívida pública bruta do país como proporção do PIB (Produto Interno Bruto) fechou maio em 81,1%, contra 80,2% no mês anterior. Já a dívida líquida do setor público foi de 67,2% a 67,9%.

As expectativas em pesquisa da Reuters eram de 80,7% para a dívida bruta e de 68,1% para a líquida.

Pela métrica do FMI (Fundo Monetário Internacional) —que inclui todos os títulos do Tesouro, ao contrário da medida do Banco Central do Brasil, que exclui os papéis que estão no seu balanço mas estão fora do mercado— a dívida bruta subiu para 94,3% do PIB, ante 92,9% no mês anterior.

O nível de endividamento do Brasil permanece bem acima da média de 77,2% do PIB projetada pelo FMI para as economias emergentes e em desenvolvimento em 2026, uma diferença que mantém os prêmios de risco elevados conforme os investidores exigem compensação para financiar o aumento dos gastos do governo em meio a preocupações com a disciplina fiscal.