Considerando os números do Plano Anual de Financiamento, a dívida encerrou o mês fora dos limites, que variam entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões no ano A Dívida Pública Federal (DPF) terminou maio em R$ R$ 9,032 trilhões, conforme divulgado nesta sexta-feira pelo Tesouro Nacional no Relatório Mensal da Dívida (RMD). O número representa aumento de 2,66%, sempre em relação ao mês anterior e em termos nominais. Considerando os números do Plano Anual de Financiamento (PAF), a DPF encerrou o mês passado fora dos limites, que variam entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões no ano. Esses são limites referenciais, previstos para serem alcançados até o fim do ano. Já a Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) alcançou R$ 8,692 trilhões, alta de 2,72%. Por sua vez, a Dívida Federal Externa (DPFe) somou R$ 340,49 bilhões, variação de 1,37% As emissões da DPF corresponderam a R$ 166,27 bilhões, enquanto os resgates alcançaram R$ 31,81 bilhões, resultando em emissão líquida de R$ 134,46 bilhões, sendo R$ 135,62 bilhões referentes à emissão líquida da DPMFi e R$ 1,16 bilhão ao resgate da DPFe. O prazo médio da DPF apresentou queda, passando de 4,12 anos em abril para 4,07 anos em maio. Considerando a metodologia "Average Term to Maturity", que permite melhor comparação do Brasil com outros países, a vida média da DPF apresentou diminuição, passando de 6,13 anos em abril para 6,07 anos em maio. Volume pós-fixado A participação dos papéis pós-fixados (taxa flutuante) na DPF variou de 48,59% em abril para 48,99% em maio. Pelos limites do PAF, essa participação deve variar entre 46% e 50% em 2026. Já os títulos prefixados representaram 21% da DPF (contra 20,85% da DPF em abril). Os papéis ligados a índices de preços representaram 26,26% do total (26,76%). Já aqueles ligados a câmbio ficaram em 3,75% (3,80%). Pelos parâmetros do PAF, a participação dos papéis prefixados deve ficar entre 21% e 25% da DPF em 2026. Já os atrelados ao índice de preços devem variar de 23% a 27% e os papéis ligados ao câmbio devem ficar entre 3% e 7%. A participação de investidores não residentes na DPMFi variou de 10,38% em abril para 10,14% em maio. Em valores absolutos, a fatia saiu de R$ 878,65 bilhões para R$ 881 bilhões. Os fundos de investimento ficaram com participação de 21,74% (22,17% em abril). As instituições de previdência fecharam em 22,92% (22,32%). As instituições financeiras encerraram o mês respondendo por 31,54% (31,46%). O governo respondeu por 2,79% (2,84%). Já as seguradoras ficaram com 3,39% (3,35%). O custo médio acumulado em 12 meses do estoque da DPF fechou maio em 12,31% ao ano, contra 12,22% ao ano registrado no mês anterior. Já o custo médio acumulado em doze meses da DPMFi também cresceu, de 13,01% a.a., em abril, para 13,09% a.a., em maio. No caso das emissões, o custo médio em oferta pública da DPMFi acumulado em 12 meses foi de 14,19% ao ano em maio (ante 14,08% em abril). Nesse caso, as Letras do Tesouro Nacional (LTN) tiveram custo médio de 13,57% (ante 13,58%), enquanto o custo para colocação de Notas do Tesouro Nacional Série F (NTN-F) fechou o mês em 13,62% (13,61%). As NTN-B tiveram custo de 13,71% (13,01%) e as LFTs saíram a 14,88% (14,96%). O colchão de liquidez da dívida pública terminou maio em R$ R$ 1,210 trilhão, contra R$ 1,091 trilhão em abril. O colchão é suficiente para cobrir 9,14 meses de vencimentos de títulos à frente. Em abril, o colchão era suficiente para cobrir 8,91 meses de vencimentos à frente. — Foto: Daniel Dan/Pexels
Dívida Pública Federal total alcança R$ 9,032 trilhões em maio, alta de 2,66% em relação a abril, diz Tesouro
Considerando os números do Plano Anual de Financiamento, a dívida encerrou o mês fora dos limites, que variam entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões no ano







